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Gianni Infantino e Aleksander Ceferin participaram no 50.º Congresso da UEFA
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Os presidentes da FIFA, Gianni Infantino, e da UEFA, Aleksander Ceferin, manifestaram hoje satisfação pelo acordo estabelecido com o Real Madrid, cujos princípios servirão para resolver os litígios jurídicos relacionados com a criação da Superliga europeia de futebol.
"Ontem [quarta-feira] tomámos conhecimento das notícias fantásticas sobre o acordo entre a UEFA, a EFC [Associação dos Clubes Europeus de Futebol] e o Real Madrid. O futebol ganha quando está unido", disse Infantino, durante o 50.º Congresso da UEFA, em Bruxelas.
Ceferin assinalou que "todos estão cansados de confrontos" e que "o único vencedor [com o acordo] foi o futebol": "Tivemos alguns desentendimentos com o presidente do Real Madrid, mas nunca deixámos de nos respeitar e nunca perdemos o amor pelo futebol", observou o presidente da UEFA.
Segundo o organismo regulador da modalidade na Europa, este acordo de princípio "servirá para resolver os litígios jurídicos relacionados com a Superliga Europeia, assim que tais princípios sejam executados e implementados".
O Real Madrid e o promotor da Superliga, a A22 Sports Management, ameaçavam reclamar judicialmente mais de quatro mil milhões de euros em indemnizações à UEFA, organismo que tutela o futebol europeu, acusando-a de ter inviabilizado o projeto em 2021.
Em dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) determinou que a UEFA abusava da sua posição dominante no mercado das competições europeias de clubes, violando o Direito da Concorrência da União Europeia.
No seu acórdão --- confirmado em outubro último pela Audiência Provincial de Madrid --- o TJUE exigiu à UEFA a abertura do mercado a terceiros organizadores, como a A22.
Em 2025, a A22 solicitou formalmente à UEFA o reconhecimento da Liga Unify, a sua proposta para novas competições europeias, ajustada aos "requisitos estabelecidos pelo acórdão do TJUE", num processo negocial que decorreu durante sete meses (entre março e setembro de 2025), o que a empresa interpretou como "um esforço para alcançar uma solução global e cooperativa para os litígios em curso" com a UEFA.
O acordo surge apenas quatro dias depois do rival FC Barcelona se ter desvinculado do projeto de criação da Superliga europeia, cujo principal impulsionador sempre foi o Real Madrid e o seu presidente Florentino Pérez.
No sábado, os catalães, em período eleitoral, com Joan Laporta a tentar a recandidatura, anunciaram que notificaram "formalmente" a Superliga Europeia e os clubes envolvidos sobre a desistência do projeto, que juntava 12 dos maiores emblemas do Velho Continente.
Além do Real Madrid e do FC Barcelona, o projeto foi igualmente assumido, em 18 de abril de 2021, pelos também espanhóis do Atlético de Madrid, pelos ingleses do Arsenal, Chelsea, Manchester City, Liverpool, Manchester United e Tottenham, e pelos italianos do AC Milan, Inter e Juventus.
A competição, de elite, seria disputada em circuito semifechado, concorrente da Liga dos Campeões, organizado pela UEFA.
A reação enérgica do mundo do futebol e o repúdio dos mais variados quadrantes da sociedade e até dos governos de vários países levaram a que, três dias após o anúncio, perante a oposição dos próprios adeptos, apenas Real Madrid, FC Barcelona e Juventus se mantivessem no projeto.
A UEFA decidiu fazer um exemplo dos dissidentes e, em maio de 2022, anunciou a aplicação de pesadas multas - agravadas no caso dos três clubes que ainda se mantinham fiéis à Superliga -, empurrando a Juventus para fora da iniciativa, apesar de o afastamento apenas ter sido consumado em 2023.
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