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Mãe de Rui Costa só o esperava na segunda-feira

MANUELA nunca falha. Estar ao lado do filho em todas as ocasiões, nos bons e nos menos bons momentos da sua carreira, é um hábito tão natural do casal Costa que Rui já estranha quando eles faltam. O pai não se encontrava na Portela porque esteve em Bruxelas a assistir à meia-final e só chega a Lisboa ao princípio da noite, na companhia da nora, Rute, e de outros familiares de vários jogadores da selecção, caso de Carla, a mulher de João Pinto, com quem Manuela ainda falou por telefone já quando, ansiosa, esperava no aeroporto.

Com o pequeno Hugo ao colo - e redobrados cuidados com Filipe que apresentava o braço esquerdo engessado devido a uma queda feia há quinze dias -, Manuela Costa chegou a chorar quando conversámos sobre a eliminação de Portugal.

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"Sofremos muito e estou triste... estou muito triste... desiludida, porque nós podíamos ter ido mais longe. Arrisco até dizer que podíamos ter sido campeões. Mas temos pouca força dentro da UEFA e acho que quando um responsável daquele organismo diz publicamente que a final vai ser entre a Holanda e a França, logo aí ficámos derrotados, porque percebemos que, de uma forma ou de outra, tínhamos de sair."

Sobre o comportamento da selecção, a mãe de Rui Costa comentou: "Por um lado, tive pena de não ter ido ver ao vivo. O pai foi, mas eu fiquei para cuidar dos meus dois netos. Estou feliz por ter ficado com eles e mais feliz estava se só aqui tivesse de vir na segunda-feira, aliás esperava só cá vir na segunda-feira. Estou um bocado emocionada por estar aqui tanta gente. É o reconhecimento de que eles se portaram bem, mas que mereciam um bocadinho mais. É a segunda vez que nos acontece isto. Da outra vez expulsaram o Rui para que Portugal não fosse mais longe e ontem voltou a fazer-se uma grande injustiça."

Quanto à participação individual do filho, Manuela não hesitou:

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"Sei que ele ontem estava muito desiludido. Mas ele é profissional e vai saber ultrapassar. Acho que no jogo com a França, ele esteve muito tapado, não conseguiu fazer mais porque não pôde, ele e o Figo. No resto do torneio, esteve muito bem, aliás como todos os outros. Foram todos excepcionais. Para todos eles, um grande beijo. E acredito que em 2002 este mesmo grupo ainda vai fazer alguma coisa que nos possa alegrar mais."

Francisco José Costa e Carla, pai e mulher de Costinha, acompanhados do filho do casal, Hugo Miguel, de apenas seis meses de idade, e de um primo do jogador, também fizeram questão de participar nesta recepção à comitiva lusa.

Francisco Costa contou: "É uma satisfação muito grande e seria maior se eles tivessem chegado à final. Mas contra essa gente lá do centro da Europa, não temos hipóteses. Somos muito pequeninos. E quando há um responsável da UEFA a dizer que gostaria de ver uma final França-Holanda, está tudo dito. Somos pequenos, mas temos uma grande selecção e por isso é que nos fizeram esta injustiça... Costinha? Esteve extraordinário. Como esperava. Sei o valor dele."

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