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A Selecção Nacional conseguiu ontem, em Aveiro, a qualificação para o Mundial do próximo ano. É o que fica nos registos e daqui por uns dias ninguém se lembrará de um jogo que não deixa saudades, jogado com pouca concentração e demasiados erros. Tudo acabou em festa, como se esperava, mas, sem um “maestro” a comandar no meio-campo, Portugal andou perdido até Pauleta igualar e Nuno Gomes fazer o golo da vitória, dois minutos depois de ter entrado em campo.
Fica, também, para os registos que foi o Liechtenstein a equipa que marcou mais golos a Portugal nesta fase de apuramento: 2 em Vaduz e 1 ontem, para quase estragar a festa aveirense. Um jogo em que o árbitro perdoou duas grandes penalidades aos visitantes e Figo falhou a transformação de outra é suficiente para não deixar saudades.
Só Figo e Petit
Portugal até começou como devia, a circular a bola, a controlar o jogo, com Petit bem no centro e Figo a dar nas vistas nas jogadas de desequilíbrio.
Aos 8’, 13’ e 25’ Figo conseguiu jogadas de perigo, mas os defesas contrários estiveram sempre melhores do que Pauleta ou Cristiano Ronaldo, que o deveria apoiar mais de perto mas esteve longe do jogo. Simão também andou apagado e a equipa pareceu convencer-se de que o tempo se encarregaria de lhe dar a vitória tão esperada.
Só que um erro de entendimento entre Paulo Ferreira e Ricardo ofereceu a Fischer um inesperado e quase escandaloso golo do Liechtenstein e o “fantasma” de há um ano pairou em Aveiro.
Mais paciência. Era preciso ir buscar ao fundo da alma a paciência que Scolari pedira na véspera ao público. Na segunda parte Portugal pareceu mais calmo, mais seguro daquilo que fazia e quase de imediato chegou ao empate.
Pela primeira vez Cristiano Ronaldo teve uma jogada ao seu nível e centrou para a cabeça de Pauleta fazer o empate, para alegria de Eusébio, seguramente pouco incomodado com o facto de ter agora só mais um golo do que o açoriano nas contas da Selecção.
Mas Portugal não conseguiu ir mais além, vincar a sua superioridade teórica e a falta de um coordenador do meio campo foi ainda mais sentida. Maniche tentou sem êxito e Figo fazia o que podia. Depois de o árbitro polaco ter deixado passar uma segunda penalidade dos visitantes, Pauleta foi derrubado na área e Figo assumiu a responsabilidade de marcar.
Mas atirou por cima, ensombrando a noite que podia ter sido sua, e a equipa voltou a ficar intranquila.
Nuno resolve
Scolari procurou dar vida nova ao meio- campo, com Tiago e Hugo Viana, e ao ataque, com Nuno Gomes. O avançado foi um dos heróis da noite, ao fazer o golo da vitória e da tranquilidade dois minutos depois de ter entrado em campo.
O pesadelo chegava ao fim. Portugal acabava por vencer um jogo em que não esperava sofrer tanto, numa recordação dos velhos tempos dos fados tristes. Hoje é dia de festa, mas também de auto-análise.
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