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A estreia aconteceu em 2007, num jogo frente à Guiné-Conacri. Oito anos depois, Babanco prepara-se para escrever o nome na história do país e tornar-se no jogador com mais internacionalizações. Um recorde que pertencia a Lito, agora treinador-adjunto, e que Babanco já igualou. Foram 48 jogos com a camisola dos tubarões azuis.
“É sempre bom bater um recorde. Mas na seleção há muitos colegas que estão próximos desta marca e, quem sabe, um dia até me podem ultrapassar. Estou muito orgulhoso de pertencer a esta família há tanto tempo. Trabalho sempre com a vontade de ajudar o meu país. É sempre muito bom e gratificante estar aqui”, frisou Babanco em exclusivo a Record.
Na ausência de Marco Soares, Babanco assume a braçadeira de capitão. A liderança do grupo é partilhada com Heldon, extremo do Sporting, e em conjunto têm uma missão importantíssima para o sucesso na CAN’2015. “Aqui todos somos capitães. Sendo o jogador mais velho na equipa, tenho de unir o grupo ao máximo, como faz o MarcoSoares.Ele não está cá agora, mas temos de continuar o trabalho que ele tem feito. Vou tentar unir o grupo cada vez mais, para fazermos um excelente resultado na competição. O Platini também chegou comigo, em 2007, e ele também tem responsabilidade no grupo”, reiterou.
Agora há um objetivo a cumprir (ultrapassar a fase de grupos), mas também há um sonho, uma ambição: chegar à final da Taça das Nações Africanas.Babanco reflete no olhar esse desejo de uma equipa, de um país. O caminho é longo e, como refere o jogador do Estoril, “só unidos será possível alcançar a vitória”.
“Voltar mais forte”
A cumprir a segunda época com a camisola canarinha, Babanco não tem entrado nas primeiras escolhas de José Couceiro, somando 623 minutos em 13 jogos. “Estou tranquilo. Tenho contrato com o Estoril até 2016 e é para cumprir. Não estou a passar por um momento muito feliz no clube, mas trabalho para merecer uma oportunidade. Agora na CAN vou jogar e trabalhar ainda mais, para voltar mais forte e ser opção mais frequente”, salientou o médio.
«Rui Águas é muito exigente»
Assumiu o comando técnico da seleção de Cabo Verde em agosto passado.Rui Águas, 54 anos, rapidamente ganhou a confiança da equipa. Em conversa com Record, Babanco não poupou elogios ao treinador português. “É a primeira vez que estou a trabalhar com o Rui Águas. É um treinador muito exigente nos treinos. Para além disso deixa, os jogadores comunicarem e dizerem o que mais gostam de fazer dentro do campo. Isso ajuda muito na comunicação e na relação. Trabalha muito bem e em pouco tempo tem demonstrado isso”, analisou.
Também Heldon corroborou a ideia do capitão. O avançado do Sporting frisou ainda “a fácil adaptação à cultura cabo-verdiana”. “O míster é uma pessoa muito fácil de lidar. É muito calmo e muito tranquilo. Na hora de trabalhar é sério e consegue explicar muito bem tudo o que pretende. Há uma boa sintonia entre todos. Ele adaptou-se muito bem à nossa maneira de estar e de ser. Somos um povo muito feliz”, atirou.
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