Cabo Verde inicia este sábado a sua primeira participação de sempre na Taça Africana das Nações (CAN), tendo a honra de participar no jogo de abertura, frente à África do Sul, país organizador da edição deste ano.
Esse é, desde logo, um aspecto focado por David Silva, jogador do Olhanense que representa a seleção cabo-verdiana.
"Além de ser a primeira presença de sempre de Cabo Verde, para nós é um orgulho disputar o jogo de abertura. Claro que isso teve a ver com o sorteio, mas traz-nos ainda mais motivação, sobretudo porque o público da África do Sul vai estar em clara maioria e tentaremos uma surpresa. Vamos jogar para ganhar", afirma o extremo, reconhecendo que Cabo Verde assume um papel de outsider no grupo, mas garantindo que isso não é factor de inibição ou de constrangimento.
"Além da África do Sul, estamos no grupo com Marrocos, que é uma equipa muito forte e experiente, e com Angola, que também tem mais experiência do que nós. Mas isso acaba por nos tirar alguma pressão. Acho que é benéfico e sentimos que podemos surpreender, tentando chegar aos quartos-de-final. Eliminámos os Camarões no playoff e isso não aconteceu por acaso", recorda David Silva, que nasceu em Lisboa, há 26 anos, mas é filho de pais cabo-verdianos.
A possibilidade de se destacar nesta competição continental e eventualmente despertar o interesse de clubes de outra dimensão é uma realidade a que o extremo não é alheio, embora também seja algo que não o deixa obcecado.
"Claro que numa prova como esta há muita gente atenta, muitos clubes em observação, mas acima de tudo quero fazer as coisas bem e ajudar Cabo Verde. O que tiver de acontecer além disso, acontecerá, se for bom para mim e para o Olhanense", afirma David Silva que, mesmo distante, não deixa de seguir a par e passo a atualidade do Olhanense, onde quando regressar já não irá encontrar o mesmo treinador: Sérgio Conceição saiu e entrou Manuel Cajuda.
"Fomos um pouco apanhados de surpresa [além de David Silva, na seleção de Cabo Verde estão Babanco e Djaniny, também futebolistas dos algarvios], mas fica acima de tudo o reconhecimento pelo trabalho que o mister Conceição fez e eu, em particular, estou-lhe agradecido pela oportunidade. Ficará para sempre na minha carreira, porque foi com ele que me estreei na primeira divisão. Agora, com o mister Cajuda, cuja sabedoria todos conhecemos, vamos continuar a trabalhar para alcançar rapidamente os nossos objectivos e dar alegrias aos nossos adeptos, que bem merecem", assinala o internacional cabo-verdiano.
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