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Lúcio Antunes: «Presença inédita pode cativar jogadores»

Lúcio Antunes: «Presença inédita pode cativar jogadores»
• Foto: LUSA

O selecionador de Cabo Verde, Lúcio Antunes, considerou esta quinta-feira, em entrevista à FIFA, que a histórica qualificação para a Taça das Nações Africanas em futebol (CAN) pode incentivar os jogadores cabo-verdianos a optarem pela sua seleção.

Na entrevista concedida ao sítio oficial da FIFA, o técnico dos "tubarões azuis" afirmou que a qualificação para a CAN, depois de eliminar o favorito Camarões, quatro vezes vencedor da prova, "transformou de forma positiva a imagem" da seleção.

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Lúcio Antunes deu os exemplos dos portugueses Nani e Eliseu, assim como do suíço Gelson Fernandes, médio do Sporting emprestado ao Sion, que preferiram representar seleções mais fortes em vez de Cabo Verde, o que, em sua opinião, pode ter mudado com a primeira qualificação para a CAN.

"É verdade, no passado recente houve vários jogadores com raízes cabo-verdianas - o Nani, o Eliseu e o Gelson Fernandes, para citar alguns - que se uniram a outras seleções. Agora, percebemos que a classificação para a Copa Africana e o desenvolvimento realizado transformaram de forma positiva nossa imagem. Acho que jogar por Cabo Verde atualmente é uma opção cada vez mais interessante para nossos talentos", sublinhou o técnico cabo-verdiano.

Questionado sobre qual o segredo para o sucesso de Cabo Verde, Lúcio Antunes respondeu que o seu país é "um bom exemplo" para os países com poucos recursos e com dificuldades estruturais.

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O segredo, segundo o técnico dos "tubarões azuis", esteve no projeto "Cabo Verde 2008-2014", trabalhado pela federação do país e que permitiu uma maior aposta na formação de jovens futebolistas.

O treinador não remete os louros todos para a federação local, elogiando a FIFA pelos projetos que ajudou a implementar, nomeadamente "a construção de um centro de treinos na Praia", bem como a "significativa quantidade de campos de relva sintética" construídos.

Quanto à participação na CAN, o técnico, de 46 anos, entende que "estar na competição já é uma grande conquista" para Cabo Verde, mas admitiu que estar presente na prova e no jogo de abertura contra a anfitriã África do Sul é um "privilégio" que obriga os seus comandados a "estar à altura da situação".

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Cabo Verde integra o Grupo A da CAN, juntamente com a África do Sul (vencedora em 1996), Marrocos (vencedor em 1976) e Angola.

O jogo de estreia dos cabo-verdianos terá lugar sábado, em Joanesburgo, e tem início marcado para as 16 horas, hora de Lisboa.

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