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Moçambique quer fazer mais história, mesmo com a Nigéria pela frente

Geny Catamo durante o treino da seleção moçambicana
• Foto: Federação Moçambicana de Futebol (FMF)/Facebook

A seleção de Moçambique está a participar pela 6.ª vez numa fase final da CAN e teve que esperar por esta edição, em Marrocos, para festejar a primeira vitória da sua história na prova – foi frente ao Gabão (3-2) e ao 17.º jogo (depois ainda perdeu com os Camarões no fecho da fase de grupos). Isso deu também aos Mambas um apuramento inédito para os oitavos de final e, esta segunda-feira, a equipa sonha com mais um feito histórico, ainda que tenha pela frente a poderosa Nigéria, que venceu os três encontros da primeira fase.

"O meu princípio é mostrar caráter, defender bem e atacar ainda melhor. Temos jogadores de ataque fantásticos que podem decidir um jogo a qualquer momento. Os jogadores estarão calmos, sem pressão", prometeu o selecionador Chiquinho Conde, não se mostrando impressionado com o poderio do rival. "Os jogadores felizes ganham jogos. Sei que os meus jogadores conseguem fazer isso. Somos humildes, mas também temos a ambição de fazer história para o nosso povo e para as nossas vidas. Não há nada mais especial do que vencer um grande adversário como a Nigéria", frisou o técnico de 60 anos que fez parte da seleção moçambicana que esteve na edição de 1986, na estreia do país na prova.

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Chiquinho Conde, antigo avançado de Belenenses, V. Setúbal e Sporting, conta com o leão Geny Catamo, Witi (Nacional) ou Diogo Calila (Santa Clara) para tentar surpreeender os nigerianos. Nené é a única baixa por lesão. "Os nossos jogadores vão lutar pela bandeira moçambicana e o jogo vai começar 0-0. Sabemos que a Nigéria é mais forte, mas vamos ver quem quer mais a vitória", concluiu o treinador.

Éric Chelle quer jogadores focados

Após ter falhado o apuramento para o Mundial'2026, a Nigéria surgiu na CAN'2025 em grande forma, mas o treinador Éric Chelle não facilita, vetando mesmo a presença de jornalistas nos treinos, o que lhe mereceu críticas. "Isto é para proteger os jogadores. Quero que se mantenham focados", disse o selecionador nigeriano. Já o avançado Lookman foi claro: "Estabelecemos metas a atingir aqui em Marrocos e ainda estamos longe de as atingir."

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Superioridade nigeriana

Nigéria e Moçambique já se enfrentaram cinco vezes e as Super Águias nunca perderam: ganharam quatro jogos e empataram um. O último duelo foi em 2023, e os nigerianos venceram por 3-2 numa partida no Algarve.

Por José Angélico
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