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Os mundialistas Argélia e Costa do Marfim, apesar do favoritismo absoluto não conseguiram ganhar.
Os primeiros humilhados com uma pesada derrota(3-0) por aquela que era considerada, à partida, a mais fraca selecção presente no certame: o Malawi.
A segunda, grande candidata à vitória final e considerada a mais forte selecção de África, foi travada pela selecção treinada pelo português Paulo Duarte, o Burkina Fasso, que lhe impôs um nulo.
O Malawi, selecção por muitos considerada como bombo da festa deste grupo onde está Angola, ganhou sensacionalmente à superfavorita Argélia. Vitória obtida com todo o mérito, sem margem para dúvidas, e que vai complicar bastante as contas deste grupo, tornando imprevisível quem passará à fase seguinte.
Num estádio às moscas, a selecção do Malawi deu uma magistral lição de futebol colectivo e de humildade.
Fez confusão observar a passividade dos argelinos, sem alma, sem iniciativa e sem orgulho, a arrastarem-se pelo campo. Demasiado calor e humidade? Ziani, a estrela, cheio de tiques de vedeta, foi uma nulidade, o mediático defesa Bougherra errou em demasia e Yebda andou sempre a passo.Apenas o veloz lateral esquerdo Belhadj jogou ao seu nivel. Na equipa do Malawi o seu atacante vedeta, o possante Mwafulirwa, confirmou os seus créditos e abriu o caminho para a vitória
Em Cabinda, num bonito estádio,grande expectativa em ver a Costa do Marfim, próximo adversário de Portugal no Mundial e o Burkina Fasso, treinado pelo nosso compatriota. Assistiu-se a um jogo dominado, do princípio ao fim, pelos marfinenses, que mostraram boas jogadas colectivas e individuais,mas esbarraram sempre numa excelente organização colectiva, com um bloco defensivo imperial.
A estratégia da equipa do Burkina assentou numa defesa baixa,com todos os jogadores atrás da linha da bola, a não deram espaços aos velozes marfinenses. Estes podem queixar-se de lacunas na finalização(sobretudo Koné) e de alguma lentidão e falta de imaginação a partir do meio da segunda parte.
JOGADOR
É um regalo observar a maioria dos jogadores da Costa do Marfim. Hoje em dia são mais ou menos conhecidos e identificados por todos os adeptos do futebol.Conheço a maioria desde o Torneio de Toulon em 2000. Porém,e numa prática que me habituei ao longo da minha carreira de observador,adoro ser surpreendido pelo talento de um jogador que não conheço. Foi o que acontece no jogo de ontem com o jogador do Burkina Fasso que elegi para a figura de hoje: Pitroipa.
Este médio ala de 23 anos, jogador do Hamburgo, que tanto joga pela esquerda como pela direita, faz da velocidade e dos seus dribles as suas armas.Sem medo de assumir os duelos individuais, ele tem uma capacidade de desiquilibrador muito grande e consegue com frequência provocar situações de superioridade numérica para a sua equipa tal a facilidade com que se desembaraça dos seus adversários. Para alem disso tem um grande sentido colectivo que foi decisivo no ponto conquistado á custa da Costa do Marfim, pela forma como não deixou subir o Eboué.
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