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Golo tardio de Aboubakar dá 5.º título aos Camarões

Egito esteve em vantagem mas avançado ligado ao FC Porto sela reviravolta

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O golo estupendo de Aboubakar que deu o título aos Camarões
Quinze anos depois do último triunfo na Taça das Nações Africanas, os Camarões voltaram a festejar este domingo, arrebatando o 5.º título continental ao bater (2-1) o Egito, recordista de triunfos na prova (7), numa final resolvida pelo bem conhecido Aboubakar. O avançado que o FC Porto emprestou esta época ao Besiktas saiu do banco ao intervalo para consumar a reviravolta no marcador aos 88' e deixou em delírio milhões de compatriotas.

Derrotados pelos egípcios nas finais de 1986 e 2008, os camaroneses 'vingaram-se' em Libreville, no Gabão. No Estádio da Amizade, o primeiro a brilhar foi Mohamed Elneny, médio do Arsenal que inaugurou o marcador aos 22', dando vantagem aos faraós. Com Roger Milla e Samuel Eto'o - provavelmente os futebolistas mais famosos da história dos Camarões - nas bancadas, a resposta dos adversários surgiu apenas na segunda parte.

Igualmente saído do banco, Nicolas Nkoulou (entrou aos 31') fez o empate aos 59', com um cabeceamento certeiro após centro de Moukandjo. O guardião Essam El Hadary, de 44 anos, nada conseguiu fazer para evitar o golo do jogador do Lyon, tal como não impediu a reviravolta operada por Aboubakar nos instantes finais, com o avançado ligado aos dragões a concluir uma rápida jogada com um belo tiro de pé direito. Já Hassan, jogador do Sp. Braga, assistiu do banco à festa camaronesa.  

Os Camarões quebram assim a malapata nas finais - Nkoulou acabou ao jejum de golos dos Leões Indomáveis ao fim de 358 minutos, numa série que vinha já da edição de 2000 -, enquanto o Egito falhou o regresso aos títulos, depois de ter ganho as cinco finais anteriores em que esteve presente (1986, 1998, 2006, 2008 e 2010). Aliás, das nove em que participou só não ganhou a deste ano e a de 1962 - triunfou também em 1957 e 1958.

E se o treinador belga Hugo Broos acabou a noite em festa ao conduzir os Camarões ao seu 5.º título africano - já tinham ganho em 1984, 1988, 2000 e 2002 -, o argentino Héctor Cuper, selecionador do Egito, confirmou a sina de azarado nos jogos decisivos: perdeu uma final pela sexta vez, depois ter falhado em duas Ligas dos Campeões (2000 e 2001), numa Taça do Rei (1998), numa Taça das Taças (1999) e numa Taça da Grécia (2010).

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