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Palancas Negras só poderão qualificar-se mediante uma difícil conjugação de resultados nos outros grupos
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Angola empatou esta 2.ª feira 0-0 com o já qualificado Egito, na terceira e última jornada do Grupo B da Taça das Nações Africanas de futebol (CAN'2025), resultado que pode significar o adeus angolano à prova que decorre em Marrocos.
Com este resultado, a seleção lusófona termina o grupo em terceiro lugar, com dois pontos, e apenas uma conjugação de resultados de terceiros poderá levar a equipa aos oitavos de final da competição. Os Palancas Negras necessitam que a Zâmbia perca com Marrocos (sem marcar golos ou por uma diferença de dois ou mais golos) e que as Comores sejam batidas pelo Mali, nos jogos do grupo A, e que Tanzânia e Uganda sejam derrotadas por Tunísia e Nigéria, no caso do grupo C. Só assim poderão saltar para os melhores terceiros classificados e garantir a presença na próxima fase.
Angola precisava de fazer história frente ao Egito, que nunca tinha derrotado em sete jogos, para manter viva a hipótese de qualificação, mas o seu esforço esbarrou na finalização.
Para o decisivo jogo em Agadir, o francês Patrice Beaumelle, selecionador dos 'palancas negras', promoveu sete alterações no 'onze', mantendo apenas os totalistas Hugo Marques e Fredy, além de David Carmo e Beni Mukendi, titulares no empate 1-1 com o Zimbabué.
Hossam Hassan, lenda do futebol egípcio e atualmente selecionador, foi ainda mais longe e optou por um onze alternativo, já a pensar nos oitavos de final.
O ritmo moderado dos primeiros minutos, com a bola longe das duas áreas, só foi quebrado em lances de bola parada. No primeiro, aos 11 minutos, o defesa Kialonda Gaspar surgiu em zona de ponta de lança, mas atirou ao lado, respondendo o Egito, aos 19, com o central Hossam Abdelmaguid a cabecear por cima.
Angola queria mais, mas sentia dificuldades em ligar o jogo, e só duas iniciativas individuais perto do intervalo conseguiram quebrar a ansiedade coletiva.
Chico Banza, aos 44 minutos, combinou com Mabululu e, à entrada da área, numa espécie de penálti em andamento, falhou por pouco o primeiro golo, negado dois minutos depois pelo guarda-redes egípcio a Fredy, em remate cruzado de fora da área.
O Egito tinha a tranquilidade e a posse de bola a seu favor, mas criava pouco no ataque, algo que Hossam Hassan tentou mudar no início da segunda parte, lançando Yasser Ibrahim, Mostafa Fathi e, em especial, Zizo, o primeiro a incomodar verdadeiramente Hugo Marques, aos 59 minutos.
Este lance resultou de um contra-ataque e surgiu em resposta à verdadeira ameaça angolana, mais uma vez protagonizada por Fredy, o mais inconformado dos Palancas, num livre ao ferro da baliza de Oufa Shobeir, aos 53 minutos.
Os minutos passavam e Angola arriscava cada vez mais, com as entradas de Show, Mbala e Benson, este último a rematar com perigo aos 71 minutos, num dos últimos ataques de destaque do encontro.
Nas contas do grupo, Egito e África do Sul são as equipas apuradas para os oitavos de final, enquanto Zimbabué segue para casa, ficando no último lugar, enquanto Angola fica a aguardar.
Jogo no Grande Estádio de Agadir, em Agadir.
Angola - Egito, 0-0.
Equipas:
- Angola: Hugo Marques, Rui Modesto, Kialonda Gaspar, David Carmo, Núrio Fortuna, Beni Mukendi (Show, 64'), Maestro (M'Bala Nzola, 79'), Fredy, Zito Luvumbo (Manuel Benson, 64'), Mabululu (Ary Papel, 86') e Chico Banza (Gelson Dala, 64').
Selecionador: Patrice Beaumelle.
- Egito: Oufa Shobeir, Ahmed Eid, Hossam Abdelmaguid, Khaled Sobhy, Ahmed Fatouh, Mohamed Ismail (Yasser Ibrahim, 46'), Mahmoud Saber (Zizo, 46'), Mohanad Lasheen (Mohamed Shehata, 64), Salah Mohsen (Ahmdi Fathi, 86'), Mostafa Mohamed (Mostafa Fathi, 46') e Ibrahim Adel.
Selecionador: Hossam Hassan.
Árbitro: Clement Kpan (Costa do Marfim).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Ibrahim Adel (25), Chico Banza (27) e Yasser Ibrahim (70).
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