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Em causa estão os incidentes da final da CAN'2025
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Dezenas de pessoas protestaram este sábado em Dakar contra a detenção, em Marrocos, de 18 adeptos senegaleses por alegado vandalismo no final da CAN'2025, em meados de janeiro, noticiou a agência noticiosa francesa AFP.
"Libertem os reféns!", gritaram os manifestantes, exibindo cartazes com a mesma mensagem, em protesto contra a condenação de 18 adeptos senegaleses, a 19 de fevereiro passado, a penas de prisão entre três meses a um ano por um tribunal da capital marroquina (Rabat) por "vandalismo", após uma final em que Marrocos venceu o Senegal por um a zero.
As condenações foram baseadas em alegados atos de violência contra autoridades policiais, invasão parcial do campo e arremesso de projéteis durante a final da CAN'2025.
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O desfile de cerca de 250 manifestantes, que percorreu cerca de um quilómetro e meio num bairro da zona norte de Dakar, foi supervisionada pela polícia senegalesa, sem registar incidentes, segundo uma fonte policial citada pela AFP.
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, lamentou esta semana a condenação pela justiça marroquina, sublinhando que "é lamentável" que este caso "tenha aparentemente ultrapassado os limites do desporto".
Para Marrocos e o Senegal, dois países que se dizem amigos, a situação não deveria ter chegado a este ponto", disse Ousmane Sonko na Assembleia Nacional.
A final da Taça das Nações Africanas de futebol, a 19 de janeiro passado em Rabat, degenerou num caos e em confrontos quando um penálti foi assinalado a favor de Marrocos nos descontos da segunda parte, altura em que o resultado era um empate a 0-0.
Alguns jogadores senegaleses abandonaram o campo, enquanto nas bancadas, adeptos senegaleses tentaram invadir o relvado e atiraram objetos para o campo.
O Senegal acabou por vencer por 1-0 no prolongamento.
Os detidos foram processados por diversos atos 'hooliganismo', uma acusação que inclui o uso de violência, particularmente contra agentes de autoridade, danos a equipamentos desportivos, invasão de campo e arremesso de objetos, tendo o Ministério Público marroquino solicitado penas até dois anos.
A final, disputada em 19 de janeiro, foi vencida pelo Senegal frente ao anfitrião Marrocos no prolongamento (1-0), graças a um golo de Pape Gueye (dos espanhóis do Villarreal), com as autoridades marroquinas a estimarem em mais de 450 mil euros os estragos provocados no Estádio Príncipe Mulay Abdellah, em Rabat.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) impôs multas pesadas e sanções a ambas as seleções pelas condutas "inapropriadas" de jogadores, técnicos e adeptos, ainda que tenha confirmado o título de campeão da CAN2025 ao Senegal, ao contrário das pretensões de Marrocos.
Em termos monetários, a Federação Senegalesa de Futebol foi condenada ao pagamento de mais de 500 mil euros pelo comportamento inadequado dos seus adeptos e pela conduta antidesportiva dos seus jogadores e equipa técnica.
A congénere marroquina também foi sancionada a nível financeiro, em cerca de metade do valor (mais de 250 mil euros), sofrendo também sanções desportivas.
A CAF sancionou também Pape Thiaw, selecionador senegalês, com cinco jogos de suspensão por incitar os seus jogadores a abandonarem o relvado durante a final.
No início deste mês, Marrocos anunciou que iria recorrer destas sanções, enquanto a federação do Senegal tomou conhecimento das penalizações impostas pela CAF e decidiu não recorrer.
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