Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Defesa central reconhece que é preciso «dar o próximo passo» para subir de patamar competitivo
Seguir Autor:
O defesa internacional angolano Jonathan Buatu acredita que a sua seleção tem potencial para conseguir presenças regulares nos Campeonatos do Mundo de futebol, destacando o crescimento dos últimos anos, com uma geração jovem e comprometida.
"A Angola já foi uma vez a um Mundial [em 2006, na Alemanha] e acredito que temos potencial para voltarmos a conseguir esse feito no futuro. Neste apuramento em curso será complicado, porque não dependemos apenas de nós, mas vamos lutar até ao fim. Ainda faltam alguns jogos e daremos tudo", afirmou o jogador à agência Lusa.
O defesa, de 31 anos, que alinha no Gil Vicente, da Primeira Liga portuguesa, e foi recentemente convocado pelo selecionador dos Palancas Negras, o português Pedro Gonçalves, para disputar a Taça COSAFA [entre países da África Austral], em junho, reconhece que a seleção atravessa um momento de renovação e que precisa agora de dar o "próximo passo" para subir de patamar competitivo.
"Estamos a crescer. Isso foi visível desde a última CAN. Em março tivemos a derrota contra Cabo Verde em casa e o empate na Líbia, que nos prejudicaram na ambição de ir ao Mundial. Mas, em geral, crescemos nos últimos meses, temos uma equipa jovem, mas com qualidade. Falta-nos dar aquele passo seguinte para subir para outro patamar, e sinto que estamos no bom caminho", explicou.
Buatu, nascido na Bélgica, mas filho de pais angolanos naturais da província do Uíge, só conheceu o país das suas raízes aos 20 anos, mas tem sido uma presença regular na seleção, sentindo "orgulho em representar a seleção".
"Não tenho palavras para explicar o que sinto ao representar Angola. Desde o primeiro jogo, o sentimento foi sempre crescendo. É um orgulho enorme vestir aquela camisola há muitos anos", partilhou.
Questionado sobre a aposta em jogadores com ligação familiar ao país, mesmo que não tenham nascido em Angola, Buatu foi claro sobre os critérios que considera mais importantes.
"Quem jogar por Angola tem de sentir que faz parte do país. Não interessa se nasceu lá ou não. Se tiver esse orgulho e sentir o emblema que representamos, as portas têm de estar abertas. Certamente que isso vai fazer a equipa evoluir", sublinhou.
Atualmente, Buatu espera continuar a ser uma referência na seleção e contribuir com a sua experiência, ajudando a nova geração a consolidar-se e a levar Angola a novos patamares.
"Estamos a formar um grupo sólido, com base, que pode fazer coisas boas. Vejo talento e dedicação. Agora é trabalhar e dar tudo para voltar a colocar Angola no lugar que merece", antecipou.
Com experiência acumulada no futebol português, após as passagens por Rio Ave, Desportivo das Aves e agora Gil Vicente, além das experiências nos campeonatos belga, francês e turco, Jonathan Buatu considera estar numa fase de "maior maturidade" na carreira.
"Com a idade ganha-se mais maturidade, aprendemos a gerir o stress e situações complicadas durante os jogos. Sinto-me bem fisicamente e lido melhor com as dificuldades. Numa seleção jovem como a nossa, a experiência ajuda muito", concluiu.
O defesa central vai integrar os trabalhos da seleção angolana, que, em junho, integra o Grupo B da Taça COSAFA, juntamente com Namíbia, Malawi e Lesoto.
A prova realiza-se na cidade de Mangaung, na África do Sul, e Angola entra no torneio como atual campeã, após conquistar o título em 2024.
Treinador português irá retomar a carreira como treinador principal após participar no Campeonato do Mundo
A participação da seleção persa no torneio é, nesta altura, uma incógnita
Vão ser parceiros de comentário no Campeonato do Mundo
Colaboração de um artista de cada país organizador da prova
Num duro testemunho, Daryl Janmaat recorda que o vício começou após sofrer uma grave lesão no joelho
Fabiano Flora teve de arranjar uma alternativa depois do cancelamento do seu voo na manhã desta segunda-feira
Eduardo Coudet é o novo treinador dos milionários
Avançado português de 27 anos deixou o E. Amadora em janeiro e rumou ao Eupen, da segunda divisão daquele país