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Rui Jorge: «Acaba por ser um resultado que nos penaliza»

Selecionador queria mais do que o empate na Roménia

• Foto: Paulo Calado
Rui Jorge analisou o empate desta sexta-feira na Roménia (1-1), admitindo que o adversário causou problemas a Portugal mas dizendo que o resultado penalizou os lusos.

"A vitória era o resultado que nós queríamos. Este jogo, para mim, foi diferente da Bósnia. Jogámos contra uma equipa que tem bastante mais qualidade, mas acaba por ser um resultado que nos penaliza um bocadinho. A partir do momento em que ficámos em vantagem, tivemos algum espaço para decidir melhor uma ou outra situação que nos daria algum conforto no jogo. Quem veio ver este jogo, fica com uma imagem diferente dos nossos jogadores e de nós enquanto equipa. Tivemos períodos, a partir dos 30 minutos, em que tivemos muita qualidade. Fizemos uma exibição melhor do que na Bósnia, o que seria natural e expectável", referiu.

Questionado sobre se é obrigatório ganhar agora à Suíça, o selecionador vê as coisas por outro prisma: "Eu não vou pelo obrigatório. Para nós, é sempre importante vencer. Quantos mais pontos fizermos, mais próximos estaremos do apuramento, isso é lógico. Depois de empatar aqui, fica igual. Se tivéssemos perdido, era um resultado muito perigoso em termos futuros. O empate deixa em aberto. As equipas têm algum equilíbrio, é fácil perder pontos neste grupo e acredito que a Roménia os vai perder. Ainda temos o jogo em casa com eles, mas não gosto de fazer essas contas. Vamos preparar-nos o melhor possível para a Suíça e tentar o que não conseguimos hoje".

Por fim, o técnico confessou que ainda vê "alguma insegurança" no jogo da equipa, mas frisou que tem confiança nos seus atletas: "Sinto alguma insegurança no jogo. Nunca conseguimos ter o controlo pleno do jogo, mesmo tendo os espaços e a equipa adversária onde queríamos, falta-nos essa segurança. Somos uma equipa que ainda não domina como acho que deve dominar a segurança no jogo. Acho que vamos caminhando para isso e vamos conseguir alcançá-la. Sempre disse que, independentemente do resultado, me interessa a qualidade, e acho que eles a têm. Estamos a disputar uma prova diferente, onde o apuramento é difícil. Sempre tivemos consciência disso e sabemos o quão bom foi o nosso apuramento no passado, mas sabemos que é preciso trabalhar muito e ter muita qualidade para chegar à próxima fase".
Por Lusa e Luís Miroto Simões
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