Batalha nos céus de Lyon

E na eventualidade de Pepe não estar em condições de jogar amanhã, maior atenção se exigirá a homens como Ricardo Carvalho e José Fonte, reconhecidamente dois especialistas no jogo aéreo.

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Fernando Santos alertou em devido tempo que a equipa do País de Gales joga num modelo tradicionalmente britânico, de pontapé longo e jogo aéreo, com grande preponderância na exploração do ataque rápido ou contra-ataque. Poderá ser, por isso, um jogo de exigência máxima para os defesas-centrais portugueses.

E na eventualidade de Pepe não estar em condições de jogar amanhã, maior atenção se exigirá a homens como Ricardo Carvalho e José Fonte, reconhecidamente dois especialistas no jogo aéreo.

Não é preciso ir muito mais longe para perceber o que diz o selecionador nacional – o jogo frente à Bélgica, nos quartos-de-final, é um belo exemplo. Nessa ocasião, o País de Gales marcou dois golos de cabeça, um a partir de um pontapé de canto, e outro na sequência de uma jogada rápida de ataque.

O central Ashley Williams fez o 1-1 num golpe de cabeça, surgindo nas costas dos centrais belgas, e o avançado Sam Volker fechou a contagem também de cabeça ao saltar mais alto do que Alderweireld, aproveitando um contra-ataque e um centro bem medido de Chris Gunter. Ora, se os galeses apresentam como um dos seus argumentos o forte jogo ofensivo de cabeça, também Portugal pode responder com o facto de, nos jogos de caráter oficial, sofrer poucos golos de cabeça. Na verdade, desde que Fernando Santos assumiu o comando da Seleção Nacional, nenhum adversário conseguiu marcar de cabeça, mesmo que alguns dos golos sofridos tenham sido na zona de jurisdição direta dos centrais.

É preciso recuar ao último jogo disputado no Mundial de 2014, no Brasil, para se encontrar o último golo sofrido de cabeça. Foi diante do Gana, a 26 de junho de 2014, e o autor do feito foi precisamente o capitão ganês, Asamoah Gyan, num jogo que terminou com o triunfo de Portugal por 2-1, insuficiente para manter a equipa em prova.

É com este argumento que a defesa de Portugal deverá apresentar-se diante do País de Gales e ao perigo das suas jogadas de bola parada (cantos e livres) ou de contra-ataque.

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