Britânicos ficam na zona Euro

Futebol decidiu primeiro

• Foto: Reuters

Antes ainda de ser conhecida a vontade dos britânicos de ficarem ou saírem da União Europeia, o futebol já tinha votado contra o Brexit. De facto, finalizada a fase de grupos, registou-se o apuramento histórico de todas as equipas das ilhas britânicas presentes na prova: Inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Irlanda. Um póquer que deixou o torneio a falar inglês ou, pelo menos, um quarto dos oitavos-de-final. E também é certo que uma destas seleções tem presença garantida nos ‘quartos’, devido ao confronto de irmãos entre galeses e norte-irlandeses.

Um poderio britânico que não tem tido correspondência a nível de clubes – veremos também onde este quarteto consegue chegar –, tendo a sua última vitória em competições europeias sido em 2013, quando o Chelsea bateu o Benfica (2-1) na final da Liga Europa – no ano anterior, a mesma equipa havia vencido a Champions.

Mas este Euro’2016 está a limpar a face do futebol britânico, com os seus jogadores a mostrarem que há mais seleções competitivas para além de Inglaterra.

E num momento em que estes países (mais a Escócia) – à exceção de Irlanda que não pertence ao Reino Unido –, estavam pendentes do processo que poderia afetar os seus jogadores, os quais não sabiam se passariam ou não a ser considerados extracomunitários, os mesmos deitaram o Brexit para trás das costas e trataram, eles próprios, de se afirmarem como parte fundamental da Europa do futebol, alcançando um feito ímpar na suas histórias. Agora resta continuar a sonhar.

Por Luís Milhano
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