Fernando Santos: «Presunção é uma palavra que não existe na minha equipa»

Selecionador frisa que a Islândia é adversário "fortíssimo"

• Foto: Pedro Ferreira

O maior problema da Seleção Nacional na abordagem ao Euro'2016 seria presumir que há adversários mais fáceis do que outros. E a Islândia, que estará na estreia de Portugal, terça-feira, caberia nesse lote. Em entrevista ao site da UEFA, Fernando Santos, liminarmente, recusa essa leitura.

"Não entramos em facilitismos. Uma das caraterísticas que o nosso grupo de trabalho tem é um enorme respeito por todos os adversários. Consideramos que todos são fortíssimos, e a Islândia também o é", começou por salientar o selecionador nacional, insistindo num ponto que tem vindo a destacar, para acrescentar:

"Temos respeito por todos mas não temos medo de jogar contra ninguém. Acreditamos que poderemos vencer qualquer seleção. Presunção é uma palavra que não existe na minha equipa, mas temos confiança nas nossas capacidades. O respeito não pode é trazer medo, e não traz seguramente."

Sobre o que falta a Portugal para conseguir um título numa grande competição internacional, Fernando Santosu foi peretórios: "Ganhar a final. O que falta é isso. Portugal tem feito excelentes campanhas, principalmente no Europeu. Já esteve em várias meias-finais, já esteve na final e agora falta vencer. É isso que vamos procurar fazer aqui em França."

"Felizmente tivemos a capacidade de acabar cedo a qualificação - não tivemos o playoff e para nós acabou por ser positivo. Pudemos avaliar algumas situações em jogos particulares, avaliar jogadores, fazer algumas experiências com novos atletas. A preparação tem corrido muito bem para nós", destacou o selecionador, recusando falar do trabalho do antecessor, Paulo Bento:

"As alterações são comparações que não se devem equacionar porque cada treinador tem a sua forma de jogar e todas são respeitáveis. Obviamente que não somos todos iguais e temos princípios diferentes." 

"Essencialmente, o que quero da minha equipa é que seja dinâmica, capaz de defender bem e, ao mesmo tempo, possa potenciar toda a criatividade e capacidade em termos ofensivos. Esta equipa tem isso e foi o que procurei incutir nos jogadores. Depois é preciso uma dose de trabalho forte e também de concentração", reforçou, avaliando depois a fase de qualificação da Seleção:

"Foi normal. O início não foi muito bom mas penso que o jogo decisivo foi com a Dinamarca, em outubro. Se não tivéssemos ganho as nossas contas ter-se-iam complicado um pouco. Essa vitória - penso que bem conseguida - aumentou a confiança. Os níveis de concentração, que já foram fortíssimos nesse jogo, aumentaram e, a partir daí, acabou por ser uma campanha normal, dentro daquilo que eu esperava que a equipa podia realizar."

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