Fernando Santos: «Tudo foi ponderado na hora de tomar a decisão»

Selecionador diz que aspeto técnico, tático, ritmo e clínico pesou

• Foto: LUSA

Sem nunca se referir diretamente às razões que o levaram a deixar de fora alguns dos jogadores potencialmente selecionáveis, Fernando Santos começou a conferência de imprensa de anúncio da convocatória para deixar uma mensagem de gratidão aos jogadores que ajudaram na caminhada, deixando claro que estes 23 são os futebolistas que entende serem os melhores para atacar o Euro'2016.

"Gostava de deixar uma palavra de gratidão a todos os que, ao longo da fase de qualificação, permitiram e ajudaram, alguns deles contribuiram muito, para que conseguissemos estar aqui. Infelizmente por algumas razões não vão estar neste lote. A eles não posso deixar de dar uma palavra de agradecimento. Todos os que estão foram escolhidos depois de muita ponderação. Há um lote de 23, não há um jogador deva individualmente ser destacado o porquê de estar convocado. Para isso tínhamos de começar no Rui Patrício e seguir ao último, que é o Éder. Teríamos de ir um a um. Não vamos ter tempo para isso, porque caso contrário amanhã à noite ainda estaríamos aqui. Vamos pensar que estes são os escolhidos", começou por dizer.

"Ao longo destes últimos três, quatro meses, monitorizámos mais de 40 jogadores, atentos ao aspeto técnico, tático, o ritmo, mas também o clínico. Tudo isto foi ponderado na hora de tomar a decisão. Há vários jogadores que não fazem parte e foi mediante a equação de todos esses parâmetros que tomámos essa decisão. Sendo assim, facilmente compreenderão a chamada de uns e outros", admitiu.

"Custa sempre deixar jogadores importantes de fora, alguns deles que foram fulcrais e importantes. Não foi só o Tiago que foi importante, outros também o foram. Um voto de gratidão a todos, a todos, sem exceções. Alguns custa, mas as decisões têm de ser com o objetivo de estar completamente afinados em França. É uma prova muito rápida, com um desgaste intenso. Custa, mas é assim que tem de ser feito. Nas convocatórias nunca ninguém terá absoluta razão, mas isso é absolutamente normal", refere.

Questionado sobre a opção tática, que terá ficado 'denunciada' pela forma como desenhou a convocatória, Fernando Santos admitiu que o 4-4-2 será a matriz, mas deixa claro que tudo depende dos jogos. "Já disse muitas vezes... Penso que os últimos jogos da Seleção mostraram que não temos um plano A ou B. Mostramos que temos uma estratégia, para defender e atacar. Passa principalmente por não ter jogadores fixos na frente. Teremos avançados, sim, mas mais móveis. O próprio dita o que vai suceder. Está mais perto do 4-4-2, mas não é essa a dinâmica que o jogo quer. Quero que a equipa esteja perto do que fez nos particular, mas acho que é possível melhorar umas coisas, outras nem tanto, porque já as fazem bem. Há aspetos principais em que pensamos que podemos melhorar. Esses dois jogos mostraram que a equipa é capaz de responder bem", elogiou.

A importância da polivalência

Laterais com passado mais ofensivo, Vieirinha e Raphaël Guerreiro são dois jogadores que Fernando Santos entende como sendo trunfos devido à sua polivalência. "Naturalmente que tendo jogadores como Vieirinha e Raphaël Guerreiro, que atualmente normalmente nessa posição, mas que conhecem posições ofensivas, ajuda. O Vieirinha, comigo na Grécia, atuou em todas as posição do ataque. Temos essa possibilidade e procurámos equilibrar a equipa de acordo com a polivalência dos jogadores", admitiu.

"Um dos trabalhos que temos realizados nestas quatro semanas tem sido analisar os adversários. A partir das últimas quatro semanas, trabalhámos em dois vetores: a nossa equipa, detetando aquilo que no nosso olhar se realçava mais como tendo de ser afinado; depois, aprofundar o conhecimento dos adversários, sem exceções. Começando com a Islândia, passando pela Áustria e Hungria. Sabendo as características, como jogam, os fatores principais, o que podemos explorar... Isso quando estivermos todos, começando já, mas mais sobre nós. Um ou outro aspeto pode ser melhorar", explicou, abordando a situação dos adversários: "A Islândia joga com dois avançados, é diferente da Áustria e Hungria. Tem dinâmicas diferentes. Em pormenor vamos passar aos jogadores e em treino vamos tentar perceber tudo isso."

Por Fábio Lima
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