Indícios de uma França campeã

Números preconizam a repetição dos títulos ganhos em 2000 e em 1984

• Foto: Reuters

Com a vitória sobre a Suíça, a França foi a primeira a garantir o passaporte para os oitavos-de-final. Depois de um triunfo alcançado a menos de cinco minutos do fim, nada melhor que outro... na mesma condição. Pela terceira vez na história, a formação gaulesa começou um Campeonato da Europa com duas vitórias em outros tantos encontros, num universo de nove participações (apenas em 1960 só houve fase a eliminar). Nas outras duas ocasiões, a França tem boas recordações já que no fim levantou o troféu Henri Delaunay, que é como quem diz, foi campeã da Europa: em 2000 e em 1984, no primeiro torneio organizado pelos gauleses.

Didier Deschamps, o selecionador dos anfitriões, parece ser o homem que transporta essa mesma aura para a equipa que repetiu aquilo que já que não era alcançado pela organizadora Holanda, em 2000, ao ganhar os primeiros jogos. Portugal (2004), Áustria e Suíça (2008) e Polónia e Ucrânia (2012) falharam-no ao contrário da França, que também o havia feito na estreia de Deschamps num grande torneio como o Mundial’2014. No Brasil, a França ganhou o grupo onde estava inserida - onde curiosamente constava a Suíça, derrotada então por 5-2 - mas não foi além dos quartos-de-final da prova, eliminada por aquela que haveria de ser a campeã do Mundo, a Alemanha.

Sempre Payet

O médio criativo, do West Ham, está a jogar o seu primeiro Europeu e não poderia pedir melhor arranque. Dimitri Payet repetiu o feito de duas lendas do futebol gaulês, como que a preconizar um novo troféu que pode estar a caminho. Se em 1984, ano do primeiro título europeu francês, Michel Platini marcou nas duas primeiras partidas, em 2000, ano da segunda conquista, Thierry Henry copiou o antigo 10, sendo agora ‘recopiado’ por Payet. Mas não querendo sair da galeria de míticos, recordamos também Zinedine Zidane, o último a marcar em jogos consecutivos no Europeu algo que... Payet conseguiu na última semana.

Se o número 8 de França abre boas expectativas, Griezmann dá-lhes continuidade com o título no horizonte depois de saltar do banco e repetir o que Wiltord e Trezeguet haviam feito: ser os últimos suplentes a marcar pela França num Europeu, coincidentemente no dia da final, ganha em 2000.

Por Flávio Miguel Silva
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