Renato e Quaresma: dupla de reis midas

É com estes dois homens que a Seleção Nacional se tem afirmado como candidata ao título – sem esquecer, claro, Nani mais Pepe, João Mário (a espaços) e ainda Raphaël Guerreiro que uma lesão atirou para a lista de indisponíveis.

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A cada jogo que passa percebe-se que, afinal, é mesmo verdadeira a frase de Fernando Santos – Portugal não é só Cristiano Ronaldo, são 23 jogadores. E entre eles, há dois que neste Europeu têm sido uma espécie de rei Midas, Ricardo Quaresma e Renato Sanches. Mas ao contrário do mítico monarca da antiga Anatólia, quem é tocado por Quaresma e Renato não morre transformado em ouro, pelo contrário descobre vida nova, como uma fénix do futebol.

Tem sido isso o que acontece com a Seleção Nacional quando os dois são chamados à ação. Quaresma desequilibra, faz centros milimétricos, marca golos e transforma penáltis decisivos. Renato entra como um furação nas linhas contrárias, rompe as limitações do futebol formatado e já é a grande revelação deste Europeu.

É com estes dois homens que a Seleção Nacional se tem afirmado como candidata ao título – sem esquecer, claro, Nani mais Pepe, João Mário (a espaços) e ainda Raphaël Guerreiro que uma lesão atirou para a lista de indisponíveis.

Todos úteis

Outra parte do segredo do sucesso, ainda que relativo porque Portugal ainda só ganhou o acesso às meias-finais, de Fernando Santos tem sido a forma como consegue gerir a equipa e os egos normais de jogadores sempre prontos a jogar e aziados por ficarem no banco de suplentes.

Houve quem começasse a titular e perdesse o lugar (Vieirinha ou Ricardo Carvalho, por exemplo), houve quem fosse entrando na equipa e reclamado mais tempo de jogo (João Mário), houve mesmo quem em poucos minutos em campo desses sinais de ser uma mais-valia que acabou por nunca mais ser usada (Rafa), mas no fundo todos parecem decididos em não complicar a vida ao selecionador, colocando o interesse coletivo acima das vaidades pessoais.

Rotinas ou falta delas

Por estranho que pareça, toda esse voluntariedade coletiva e tanto talento individual não têm conseguido disfarçar alguns problemas no jogo da equipa.

Portugal tem sido, demasiadas vezes, uma equipa que parece menos rotinada, menos confiante em si, comete erros que não era suposto cometer, revela uma falta de eficácia que olhando para os nomes dos homens do seu ataque ninguém arriscaria prever.

Mas esse parece ser o paradoxo de uma equipa que se assumiu, primeiro que muitas, como candidata ao título e andou a maior parte do tempo a dever a si própria o que havia prometido sem se deixar abalar pela diferença entre o prometido e o feito.

Agora, quando falta apenas um jogo para a final, é caso para dizer que Fernando Santos triunfo pelo seu pragmatismo, pelo coletivo que conseguiu criar e, já agora, pelos dois reis Midas - Ricardo Quaresma e Renato Sanches.

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