Vigilante do Stade de France continua internado em hospital psiquiátrico

Omar Dmougui ainda vê terroristas à sua frente

• Foto: L'Équipe

Até 13 de novembro de 2015, Omar Dmougui, marroquino de 32 anos, levava uma vida normal. Nesse dia, junto à Porta G do Stade de France, verificava os bilhetes de quem pretendia assistir ao jogo da Seleção francesa com a Alemanha mas o atentado mudou a sua vida para sempre.

Quatro meses e meio depois, Omar Dmougui continua internado num hospital psiquiátrico, diz que o facto de não ter morrido nesse dia "foi um milagre" mas nem ele nem os médicos sabem quando vai voltar às rotinas que lhe marcavam aos dias antes dos ataques de Paris.  Tem recorrentes dores de cabeça, levanta-se com dificuldade e vive entre os pesadelos e a apatia, traumas associados a stress pós-traumática.

A sua história vem agora contada no "L'Équipe". Omar Dmougui necessita de "múltiplos medicamentos" diariamente e prevê-se um tratamento de longa duração. É no advogado que encontra uma grande ajuda, tanto mais que a sua licença de residência em França, válida por 10 anos, terminou no final de fevereiro.

Os ataques em Bruxelas voltaram para tornar os seus dias mais negros e desde aí que está proibido pelos médicos de ver televisão. Fã da seleção francesa e do PSG, teve pena de não ver o França-Rússia mas esboçou um sorriso quando soube que se realizou porque "é preciso continuar a viver".

Por Sandra Lucas Simões
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