Danilo não esconde ambição: «Temos fome de ganhar»

Jogador do PSG sublinha que Portugal não pode dizer que é "o candidato principal" à vitória no Euro'2020

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No dia em que começa a rolar a bola no Euro'2020, Danilo não esconde a ambição com que Portugal participa. Esta sexta-feira, em conferência de imprensa, em Budapeste, o jogador do PSG sublinha que não se poderá dizer que a Seleção Nacional é "o candidato principal" mas atira: "temos fome de ganhar".

Receção ao hotel na Hungria. Ficou surpreendido pelas pessoas que lá estavam?

 "Sem dúvida. Não estávamos à espera porque a comunidade protuguesa é mais reduzida. É sempre agradável por termos apoio, independentemente do país"

Receção ao hotel na Hungria. Ficou surpreendido pelas pessoas que lá estavam?

Foi campeão europeu em 2016. Grandes diferenças para esta equipa? "É um grupo diferente, com muitos jogadores jovens e numa experiência nova e numa prova deste calibre. A ambição é a mesma porque temos fome de ganhar. Não muda o nosso foco do Euro’2016 e os jogadores vêm acrescentar nesse sentido"

Época em França e polivalência: "Sim, ajudou-me e deu-me outro estatuto na posição porque consigo fazer a posição de forma mais eficaz. Estou bem centrado nesse processo"

Portugal favorito ou candidato ao título? "Entramos como campeões, é um orgulho defender o título mas há muitos favoritos. Somos uma das seleções que quer ganhar, mas há muitos candidatos. Não podemos dizer que somos o candidato principal"

O que falta para estar no pico de forma: "O selecionador disse que tínhamos muito para melhorar. Não há equipas perfeitas nem jogadores perfeitos. O que há para melhorar fica para dentro do grupo e não para ser partilhado"

Seleção mais forte: "Em 2016 era um grupo coeso que já jogava junto há mais tempo. Agora temos jovens que nos vieram ajudar mas não posso dizer que esta é mais talentosa do que a outra porque a outra venceu o Europeu. É um grupo unido e em que todos pensam no mesmo"

Empate com Hungria em 2016: "Hungria é aguerrida, nunca desistem e não dão um lance por perdido. Estamos à espera disso e estamos a preparar bem o jogo para não termos surpresas"

Chega com 52 jogos, 42 pelo PSG. Acha que a dimensão física pode sobrepor-se a aspectos técnicos e táticos e ter influência? "O número é positivo, dá-nos mais calibre neste tipo de competições. Em termos físicos não vai alterar muita coisa. Temos é de ter mais cuidados e foco para não haver lesões. Em termos táticos não muda muito e a forma de jogor é o que o seleccionador nos dita".

Lema de Fernando Santos: ‘Nós perfeito’. Lema da Seleção é ‘Vamos com tudo’. O que representa: "Fernando Santos sempre quis focar no nós e não no eu. Foi o paradigma que mudou na Seleção e que nos levou a ganhar competições. São lemas assentes no balneário e que o seleiconador mais fala. Para ganhar jogos e provas, todos se têm de sacrificar"

Casa cheia para o jogo com Hungria: "Passámos uma época sem público e ter adeptos no estádio… não é estranho, mas já não estamos habituados. Jogo vais ser mais emocionante. Vai ser um bom jogo e excitante para ter público"

'Ano extra' com o título de campeão europeu com a pasagem do Euro para 2021 e não 2020: "Ansiedade não sei dizer se é positivo ou não. Outros beneficiaram, outros nem tanto. Mais um ano para cimentarmos coisas e uma forma em que podemos trabalhar de uma forma diferente".

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