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Fernando Santos: «Quem jogou com Espanha pode não jogar amanhã»

Selecionador nacional faz a antevisão do último particular antes do Euro'2020, frente a Israel

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Fernando Santos: «Há muitas coisas que deixava de fazer para ganhar o Europeu»

Fernando Santos fez esta terça-feira a antevisão ao jogo com Israel (amanhã, 19h45, no Estádio de Alvalade). Sublinhando uma "confiança absoluta nos jogadores", o selecionador nacional lembrou que o particular de amanhã, o último antes da estreia das Quinas no Euro'2020 (dia 15), não é um testa à sua equipa, mas poderá haver muitas alterações face ao jogo com Espanha. Promessas não faz, mas garante que deixaria muitas coisas para ser campeão Europeu.



Ao Canal 11 antes da conferência de imprensa:


O que esperar do jogo com Israel: "Perceber em termos coletivos como evoluímos naquilo que trabalhamos e naquilo que queremos que a equipa faça. Não vão haver testes individuais mas sim coletivos. Há uma coisa que dificilmente poderemos mudar que é o espírito de entrega dos jogadores. Dei os parabéns a todos pela entrega no jogo com a Espanha. Têm sido fantásticos. Ter todos os jogadores nesta fase é extremamente importante. Tenho muito orgulho e plena confiança nos meus jogadores, não digo isto para engraxar os jogadores. Eu digo-lhes isto. Vou levar apenas 23 para o jogo, mas sabem que eu confio em todos."

Alterações que possa fazer na equipa: "O que importa aqui é que eles foram os escolhidos. Um jogador pode parecer que pode estar em grande forma e não jogar frente à Hungria. Eu confio plenamente em todos, mas a verdade é que há sempre jogadores que jogam mais do que outros. Há aqui um jogador que jogou cinco minutos no Euro'2016, jogou na final da Liga das Nações e agora uns 20 ou 30 minutos frente à Espanha"

Conferência de imprensa:

Está mais nervoso ou mais calmo do que em 2016? "Nem mais nervoso, nem condicionado. Com a mesma convicção. Quando cheguei à Seleção afirmei que Portugal era candidato a vencer o Euro’2016. Continuo a afirmar com a mesma convicção que Portugal pode vencer o Euro’2020. Sabemos do grau de dificuldade, isto não é matemática pura. O futebol é um jogo de erros, mas temos de errar o menos possível. Se conseguirmos, teremos maior probabilidade de ter sucesso".

Mais descansado com vacinação: "Não sei o que traz de diferente, porque não está provado que quem está vacinado não pode contrair o vírus. Tomei as duas doses e tenho menor probabilidade de estar positivo. Sinto-me seguro por tudo o que tem sido feito no cumprimento das regras da DGS. Tivemos um caso há um ano, em que tivemos 3 jogadores positivos, e nessa altura disse que não acreditava que mais algum jogador de Portugal acusasse positivo. Porque sei como se trabalha aqui, jogadores, staff e comitiva. O Gonçalo Guedes testou positivo e tenho a certeza que aqui não vai acontecer mais nada. Eu peço a todos os portugueses que se vacinem para o bem de todos".

Onze de amanhã é o do Europeu? "(sorri) Eu já expliquei que estamos centrados no processo de jogo da equipa nacional. O que queremos que a equipa faça em todos os momentos do jogo. Jogadores têm imensa vontade de melhorar e fazer bem. Os jogos com Espanha e Israel fazem parte da evolução do processo. Não houve exame com Espanha nem vai haver amanhã. É redutor. Empatámos com a Espanha e se ganharmos amanhã dizem que é essa a equipa que tem de jogar. A mim interessa-me olhar para o comportamento dos jogadores. É importante que veja todos os jogadores portanto os que jogaram com a Espanha podem não jogar amanhã"

Israel preparação com adversários Europeu? "Não é um teste para jogar com a Alemanha só porque ambos jogam com três centrais, por exemplo. Não é um teste aos jogadores"

Não vencer pode mexer com a equipa no arranque para o Europeu? "Aos portugueses pode colocar-se essa dúvida, mas a mim não. Não queremos perder, essa palavra não entra nesse vocabulário. Se perdessemos ficaríamos chateados, mas não vamos perder. É tudo diferente em relação ao Europeu. Antes de 2016 perdemos com a Bulgária e disseram que não íamos ao Europeu fazer nada. O Cancelo tem razão. Pensam na Alemanha e França, mas não nos podemos esquecer da Hungria. Jogam em casa, lutam muito e nunca ‘saem’ do jogo. O jogo mais perigoso para nós no Euro’2016 foi com a Hungria. Temos vários jogadores que defrontraram a Hungria no apuramento para o Mundial e sabem das dificuldades. Primeiro jogo é sempre muito importante numa fase com apenas 3 jogos. Tenho uma confiança absoluta nos jogadores. Jogos são importantes para cimentar ideias para chegarmos ao Europeu para estarmos no topo. Se formos falar em termos de qualidade individual, ninguém duvida no Mundo da qualidade dos jogadores. O importante é a qualidade coletiva".

Deixar de fumar para ser campeão da Europa? "Se me pedirem para deixar de acreditar em Deus ou perder alguém para ser campeão Europeu, claro que não. Agora deixaria o resto para ser campeão Europeu".

Portugal até 2004 foi baseado em dois eixos. Espanha quando venceu 3 vezes seguidas era Barcelona e Real Madrid, o que torna mais fácil o trabalho. Porque a ideia do jogo já está e seguem o que fazem no clube. Como se resolve? Como em 2016. Construindo um ‘nós’ perfeito, dentro e fora do campo. Todos trabalharmos no mesmo sentido, esquecendo o pensamento individual. Se entrarmos pelo individual, de jogar muito bem numa posição porque o faço bem no clube, aí vamos ganhar zero. Mas até hoje temos conseguido criar o ‘nós’ perfeito. Espero que volte acontecer este ano.

Por David Novo
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