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Das reprimendas a craques à apatia no banco: Deschamps gera mal-estar na seleção francesa

Segundo o L'Équipe, o desconforto é cada vez mais notório no interior do balneário gaulês

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• Foto: LUSA_EPA
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Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades. A seleção francesa era (e é) apontada como uma das principais favoritas à conquista do Campeonato da Europa, mas a verdade é que o desempenho na fase de grupos - terminou em segundo lugar no Grupo D, atrás da Áustria - acabou por defraudar as expectativas e até já se fala em problemas no balneário. Segundo o 'L'Équipe, Didier Deschamps, que arrumou a casa e tem sido exímio a gerir os muitos egos desde que assumiu as rédeas da seleção gaulesa em 2012, já não é visto com os mesmos olhos por parte dos jogadores e o desconforto tem crescido dia após dia.

De acordo com a mesma publicação, o selecionador francês teve uma tensa conversa com Camavinga após o empate a um golo frente à Polónia, na derradeira jornada da fase de grupos. Deschamps não gostou de ver o médio escorregar diversas vezes durante o jogo e no final fez questão de confrontá-lo, o que provocou alguma animosidade entre os dois. Ainda assim, Camavinga não foi o único a ficar com as orelhas a arder. O técnico de 65 anos também terá dito das boas a Griezmann, que foi suplente utilizado, algo que não acontecia há praticamente 8 anos. O avançado entrou aos 61 minutos para tentar dar mais inspiração e criatividade ao ataque francês, mas Didier Deschamps ficou com a ideia que o jogador não se esforçou e que mostrou menos energia do que os colegas que já estavam em campo.

Este episódios estão a gerar muita discussão em França, assim como a gestão do selecionador. Outra das críticas direcionadas a Deschamps é o facto de ter feito apenas duas alterações no nulo frente à Holanda, tendo colocado Giroud e Coman na segunda parte, ao mesmo tempo que se 'esqueceu' de jogadores como Kolo Muani, Barcola ou Camavinga.

Por outro lado, os jogadores também entendem que a intensidade dos treinos não é adequada para preparar um Europeu. A seleção francesa está longe de praticar um futebol temível e os números estão aí à vista: marcou apenas dois golos em três jogos, sendo que um foi autogolo e o outro de penálti. Os campeões e vice-campeões do Mundo em 2018 e 2022, respetivamente, têm uma nova oportunidade de apareceram de cara lavada na segunda-feira, no duelo frente à Bélgica, a contar para os oitavos de final. Em caso de vitória podem defrontar Portugal nos 'quartos'. isto, claro está, se a turma das quinas ultrapassar a Eslovénia.

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