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A chegada "incrível" à Alemanha, a "época brutal" no PSG e a influência de Ronaldo: tudo o que disse Vitinha

Médio do PSG foi o jogador escolhido para participar na primeira conferência da Seleção Nacional em solo alemão

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Vitinha quis desistir do futebol? «A minha mãe perguntou-me se eu tinha dito isso…»
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Vitinha foi o jogador escolhido para participar, esta sexta-feira, na primeira conferência da Seleção Nacional em Marienfeld, o centro de estágio da equipa das quinas na Alemanha, onde se realiza o Euro'2024.

Euforia que presenciaram na chegada à Alemanha. Em 2006, Portugal teve um grande apoio, em França novamente um grande apoio e vence o Europeu. É aqui que está a chave para o sucesso? "Sim, realmente é de ressalvar e agradecer, de elogiar e dizer que é importante esta receção tanto no aeroporto como no caminho para cá, tal como no hotel. As pessoas gravavam para dentro do autocarro, nós para fora, estava brutal. Foi importante na Alemanha, em 2016 também em França porque também há uma grande comunidade imigrante, e aqui igual. Foi incrível a euforia, agradecemos o apoio, mas da nossa parte começamos agora a focar-nos no Europeu. É muito importante esse apoio".

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Vitinha: «Chegar à final? Não estamos aqui para fazer futurologia, convém pensar no jogo com a República Checa»

Portugal há 18 anos chegou às meias-finais, em 2016 também houve muita euforia. Podemos repetir esse trajeto e chegar à final com a ajuda dos imigrantes? "Espero bem que sim. Não estamos aqui para fazer futurologia, mas vamos fazer de tudo para estar lá. Não convém pensar no futuro, convém pensar no presente e no futuro próximo, que é o jogo com a Rep. Checa. É nisso que nos vamos focar nos próximos dias".

Diz-se que esta é a Seleção mais forte talvez de sempre e que tem tudo para conquistar o Europeu. Sentem isso também? "É importante reforçar, e não quero mais dizer, que temos uma grande Seleção, grandes jogadores a jogarem em grandes clubes. Fica difícil lembrar quando aconteceu algo igual. Mas as grandes seleções provam isso no campo, não na teoria. É isso que temos de fazer neste Europeu para reforçar essa ideia de que somos uma grande seleção e temos grandes jogadores. Só passa a ser o que todos dizem se o pusermos na prática em campo. É importante gerir as expectativas, que sabemos que estão altas. Temos bem presente na nossa cabeça o que temos de fazer e é isso que vamos tentar".

Lidam bem com o facto de serem apontados como favoritos ao grupo? "É gerir bem as expectativas. Sabemos que todas as expectativas estão altas e é normal, mas nós que estamos em campo, e até os que vão para o banco, temos de ter bem presente o nosso valor e o que temos de fazer, não pensar demasiado no futuro mas sim no presente e futuro próximo. Se pensarmos assim estamos muito mais perto de grandes resultados. A chave é gerir expectativas".

A sua época foi muito boa a nível individual e recebeu muitos elogios. Mesmo depois da temporada desgastante, chega a este Europeu num momento ideal? "Foi de facto uma época brutal para mim, muito boa a nível pessoal e coletivo. Acho que não havia melhor forma de chegar aqui. Sinto-me motivado, preparado e sinto ansiedade de começar a ver a bola correr, de poder ajudar a Seleção e poder participar no meu primeiro Europeu. Espero ser importante".

Integrou o melhor onze da Champions esta temporada. O que isso significa para si? O que pode acrescentar à Seleção? "Foi uma distinção muito importante para mim, em termos individuais é sempre bom receber estas distinções. Tive a oportunidade de o assinalar nas minhas redes sociais porque acho que foi algo importante na minha carreira. Mas agora não estamos aqui para falar do individual, mas sim da forma como estamos a preparar o jogo com a Rep. Checa. Tudo o que fiz a nível de clubes, espero dar e contribuir aqui. Já sabem como jogo, o que posso dar à equipa. Sempre que for chamado é isso que pretendo fazer".

Saiu um artigo que dizia que esteve perto de desistir do futebol, mas as coisas têm vindo a fluir. Este é realmente o seu melhor momento desde o início da carreira? "Confidenciei aqui consigo e com toda a gente que a minha mãe me mandou essa notícia e perguntou se eu tinha dito isso em algum lado, porque eu não me recordo. Depois vi que tinha sido um treinador. Não me recordo disso, mas não estou a dizer que não aconteceu. Mas sim, acho que chego aqui no meu melhor momento, a fazer jogos importantes na maior competição de clubes, a ganhar a liga francesa. Não podemos dizer se é o melhor momento da carreira porque ainda pode melhorar, mas até agora acho que sim".

2016 foi um ano que ficou gravado na memória dos portugueses. Na altura, o Vitinha estava no Padroense. Que memórias tem desse Europeu? Que Vitinha era o dessa altura, alguma vez imaginou que poderia estar aqui? "Era um Vitinha muito jovem. Era sub-16, não é difícil fazer as contas porque sou de 2000. Lembro-me de ver o jogo em casa, de haver muita tensão, de ser difícil ver até ao fim. Era um jogo super importante, mas no final, com a felicidade de todos os portugueses, houve a festa. Foi incrível. Saber que podemos e temos o poder de conseguir dar essa alegria uma vez mais... Se já havia a ambição e a vontade, por ser um Europeu, ter essa adição de poder dar essa felicidade a todas as nossas famílias e amigos 'rebenta' a escala em termos de vontade".

Colocando o Vitinha no onze titular, qual seria o meio-campo que gostaria de ter consigo? "Eu sei que não espera que responda a essa pergunta... Como é óbvio quero jogar, mentiria se o escondesse. Todos querem jogar e eu não sou exceção, vou estar preparado para qualquer um dos casos. Quero ajudar a Seleção, quero jogar e ajudar. Não importa com quem, seja com quem for...".

Roberto Martínez desafiou os portugueses a arranjarem uma alcunha para a Seleção. Foi algo que discutiram entre vocês? Como gostariam de ficar conhecidos? "Não sei, faço como o mister e deixo para vocês... Não falámos disso entre nós, foi algo deixado ao público e deixo para os adeptos escolherem o melhor nome".

É possível jogar com João Neves e Bruno Fernandes e haver equilíbrio, ou é necessário ter um jogador como Palhinha? "É importante ressalvar que temos muita quantidade e qualidade, e isso poucas vezes acontece. Quando há muita quantidade às vezes não há tanta qualidade e vice-versa. Acho que reunimos tudo. Fizemos três jogos particulares com três meios diferentes e demos uma boa resposta em todos. Cabe ao mister decidir qual o melhor meio-campo, dependendo do jogo e do contexto. Temos de estar preparados para dar a resposta".

Como coloca este jogo com a Rep. Checa em comparação a Turquia e Geórgia? "Acho que o jogo mais importante é sempre o próximo. Ainda para mais, por ser o primeiro. É importante mostrar ao que viemos e que queremos ganhar, marcando verdadeiramente presença neste Europeu. Pode ter importância acrescida por isso. Depois, em termos individuais, e não vou estar a falar de cada equipa, o nosso foco é só na Rep. Checa".

Vem de uma época muito boa no PSG, e o mesmo pode ser dito de praticamente todos os jogadores portugueses. Isto dá-vos motivação extra? Sentem que têm uma boa oportunidade para vencer o Europeu? "Acho que também nos podemos agarrar muito a isso, apesar de não deixar de ser um jogo coletivo. É importante o momento de cada um, e se isso nos puder dar mais confiança estamos sempre prontos para o receber. Espero que este momento positivo de cada um ajude ao coletivo e a conseguirmos grandes resultados".

Os preços dos bilhetes para o treino desta tarde estão a cerca de 500€ em alguns sites... Os treinos de Portugal valem assim tanto dinheiro? Como é trabalhar com o Cristiano? "O mais importante aqui é reforçar o quanto as pessoas querem estar connosco, ver o treino. Nós sentimos isso, recebemos esse apoio de braços abertos, é algo que faz a diferença. O Cristiano também tem uma grande influência nisso, mesmo nas receções sentimos a importância que tem para toda a gente, em todo o lado. Para mim é um privilégio poder partilhar momentos com ele dentro e fora de campo".

O que mudou na sua evolução no PSG? "Já tive oportunidade de falar disso. Posso dizer que é o contexto, toda a equipa jogou de forma diferente, os jogadores eram outros, o treinador também. As coisas mudam muito. O contexto foi muito mais favorável para mim, e depois também foi mérito meu, fui crescendo à medida que a época foi progredindo".

Os estrangeiros olham para Portugal pela perspetiva do Cristiano. Vocês dizem que não se trata das individualidades, mas não sentem que têm um 'papel' importante em manter o Cristiano feliz? "O Cristiano é inacreditável, o reconhecimento dele por todo o mundo. Percebemos o porquê, pela carreira que teve, pelo que continua a fazer. Esperamos que possa ser uma grande ajuda e também estamos aqui para o ajudar em tudo para que juntos, como equipa, possamos ir o mais longe possível e ganhar".

O Cristiano disse-nos ontem que tem muitas memórias de 2006, em Marienfeld... O Vitinha tem algumas? "Eu era muito novo, tinha 6 anos. Não me lembro de muito ou praticamente nada. Mas sim, já nos disseram que estiveram aqui. O Cristiano, o Ricardo... Contaram-nos como eram as coisas, como estão agora, e é importante ficar num sítio que já sentimos que foi importante para a Seleção. Esperamos que seja o nosso quartel-general e nos ajude a preparar da melhor forma os jogos".

Sente que o seu estatuto na Seleção está diferente relativamente à fase de qualificação? Se não for titular no primeiro jogo, vai ficar desiludido? "Obviamente, qualquer jogador que não joga fica desiludido. Mas o coletivo está sempre em primeiro e muitas vezes temos de engolir as mágoas para o bem do grupo. Espero não ser esse o caso, espero continuar a sentir-me importante nessa caminhada no Europeu".

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