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O futebol norueguês nem sempre foi destaque na Europa, mas a verdade é que nos anos 90 começaram a surgir em grandes clubes jogadores que ameaçavam elevar a Noruega a outro patamar. Ronny Johnsen e Henning Berg faziam uma grande dupla num Manchester United onde também Ole Gunnar Solskjaer despontava; John Arne Riise brilhava no Mónaco e dava depois o salto para Liverpool; e John Carew começava a dar nas vistas no Valerenga e no Rosenborg antes de se mudar para Espanha onde, ao serviço do Valencia, se tornaria num avançado temível.
A verdade é que as seleções nacionais costumam ser o reflexo do futebol dos respetivos países e a Noruega não conseguiu aproveitar da melhor forma uma geração que cresceu nos Mundiais de 1994 e 1998 e que ameaçava tornar-se num caso sério na Europa. Seguiram-se então 28 anos sem presenças num Mundial até à recente presença nos EUA, Canadá e México, onde a seleção de Haaland e companhia chegou aos quartos de final - derrotada apenas no prolongamento pela Inglaterra. A isso junta-se o imparável surgimento de grandes talentos como o já referido Haaland, Odegaard, Oscar Bobb ou até o benfiquista Andreas Schjelderup, mas também a presença constante de equipas norueguesas nas competições europeias, casos do Viking e do Bodo/Glimt, representantes do país na fase de liga da Liga dos Campeões desta época. Leia o artigo na íntegra na Sábado.