Fernando Santos: «Ganhar é importante para o povo»

Selecionador quer dar alegria aos portugueses com conquista do troféu

• Foto: José Gageiro/Movephoto

Fernando Santos salientou a importância de vencer no domingo a Liga das Nações, sublinhando que o principal é dar uma alegria aos portugueses.

Importância de ganhar

"Ganhar é sempre importante para os jogadores, equipa técnica, federações, mas essencialmente para o povo, a alegria que lhe damos. Amanhã vai ser um jogo temendo, vamos querer dar uma grande alegria aos portugueses, a Holanda vai também procurar vencer para dar uma alegria ao seu país. Eu acredito que vou ser eu a ganhar, o Ronald acredita que é ele. Tenho a certeza que vai ser um confronto entre duas grandes equipas que têm mais semelhanças do que diferenças, jogadores tecnicamente evoluídos. A Holanda é muito equilibrada em todos os momentos e tem jogadores de grande qualidade técnica."

Vitória pode dar balão para o apuramento para o Euro?

"Eu quero é ganhar amanhã. Agora depois vão de férias, só os vou ver daqui a três meses. Ninguém consegue perspetivar as coisas dessa forma. Estou focado é no jogo de amanhã. Quando chegar setembro logo penso."

Receita

"Uma equipa que quer ganhar, tem de fazer golos, ter uma filosofia de ataque, mas ao mesmo tempo muito equilíbrio no jogo para não sermos surpreendidos. Montar uma estratégia que possa controlar as coisas fortes do adversário e também as coisas menos fortes."

Escolhas serão as do início ou as do fim do jogo com a Suíça?

"Se eu respondesse ia dizer ao meu colega como vou jogar. Há pouco ele disse que ia dizer primeiro aos jogadores. Espero é conseguir ganhar amanhã."

Jogar em casa traz mais pressão?

"Não, não há pressão em jogadores que disputam estes campeonatos importantíssimos, a Champions, as fases finais das grandes competições. Portugal nos últimos anos tem estado sempre presente. A pressão é sempre positiva porque jogar em casa é poder contar com o apoio do público é motivador. Jogadores com esta qualidade e traquejo não podem ter, agora é motivante jogar em casa."

Holanda é matreira. Como ser superior nisso?

"Trabalhamos sempre da mesma forma nos sentido de procurarmos o que vamos fazer, pensar na estratégia para cada jogo, tirar fruto das capacidades dos jogadores. Temos de fazer uma avaliação rápida e procurar em treino ver como as coisas funcionam. Se funcionarem bem, aplicá-las. E depois há outra parte importante, que é analisar o adversário. Só na quinta-feira soubemos quem era o adversário, já antes tínhamos procurado abordar as duas equipas, mas só ficou decidido na quinta. O trabalho de sexta e hoje foi esse, passar aos jogadores os pontos fortes, a Holanda é uma equipa extraordinária, com jogadores de enorme qualidade, não temos de explicar como joga o A ou B, porque eles jogam com eles quase todas as semanas. Os jogadores já se conhecem bem uns aos outros.

É muito mais pelo que é a forma de jogar das equipas, e o que podemos explorar. É uma decisão que vou tomar que acredito convictamente que nos vai levar à vitória. Se pensasse que não estava correta, não o faria."

Particular em março de 2018

"São duas equipas distintas, fizemos esse jogo na preparação para o Mundial. Obviamente que Portugal queria ganhar, a Holanda foi mais forte e venceu bem. Mas estamos a falar de jogos distintos, equipas distintas, não são os mesmos jogadores. A Holanda tem crescido muito nos últimos anos, no sentido de recuperação, porque sempre foi uma seleção enorme. É uma escola de jogadores, à semelhança de Portugal.

Quando há um momento de transição, às vezes há uma pequena quebra, isso aconteceu com a  Holanda, mas agora está outra vez em crescimento. Basta ver o Ajax que fez o que fez na Liga dos Campeões. É a prova clara da grande capacidade do futebol holandês. Conhecemos o valor enorme dos jogadores, mas temos de apresentar-nos com qualidade e vamos procurar vencer.

Holanda jogou um dia depois e teve prolongamento. Portugal tem vantagem?

"No plano teórico, nas horas de repouso, obviamente que teria. No prático acho que não, porque disputar uma final é algo tão motivante que o cansaço vai desaparecer. No campeonato da Europa, a França teve 5 ou 6 dias, nos tivemos 3 ou 4. Não é por aí. Neste momento todos os jogadores estão numa fase de cansaço e mentalmente é o mais importante, estar presente numa final é uma frescura enorme. Não me parece que esta seja uma questão central."

Alterações no onze para alem de Pepe?

"O Pepe temos muita pena. Quando convoco 23 jogadores, tenho plena confiança em todos. Mas qualquer treinador gostaria de ter os 23, não é uma alteração estratégica, mas tenho absoluta confiança no jogador que o vai substituir."

Por Luís Miroto Simões
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