Pedro Empis: «Já aprendi as manhas dos mais experientes»

Empis gosta de colocar intensidade no jogo

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• Foto: Paulo Calado
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Com apenas 20 anos, Pedro Empis tornou-se uma das peças centrais do Sporting B, ao ser o 5º jogador mais utilizado. O lateral-direito agora só pensa no Mundial sub-20, mas a experiência que ganhou ao longo da temporada, fruto dos 29 encontros que fez, pode vir a fazer a diferença na Coreia do Sul. Pelo menos é esta a análise que Empis partilha com Record.

"Senti que cresci bastante esta época. Aprendi o que era o futebol profissional e as manhas que os jogadores mais velhos e mais experientes têm", começa por sublinhar, antes de destacar o facto de não ser o único nesta Seleção com experiência na 2ª Liga. "É essencial termos jogado a esse nível durante a época inteira porque os outros jogadores também estão na 2ª Liga ou até na 1ª. Portanto, esta experiência profissional é fundamental para ter o nível de intensidade que vai ser implementado no Mundial", acrescenta.

Com 2.509 minutos distribuídos por 29 encontros esta temporada, Empis sabe que deu mais um passo na sua evolução. No entanto, o atleta, que iniciou a formação ao serviço do Estoril, não quer pensar a longo prazo para já. "Estou satisfeito com a minha época, mas o futebol é para ser pensado no momento. Não sei o que se vai passar no futuro, depende de muitos fatores. Mas o meu maior sonho é jogar na equipa principal do Sporting", diz.

Ao estilo de Marcelo

Para quem não o conhece, Pedro Empis caracteriza-se pela elevada intensidade que coloca na partida, seja no lado esquerdo ou no direito da defesa. Mas quem melhor do que o próprio para se definir enquanto jogador? "Sou agressivo, corro bastante durante o jogo todo. Gosto de atacar e de defender bem. Sou um jogador com nível técnico alto. Referência? Marcelo porque é o melhor lateral do Mundo para mim", remata.

Sem ilusão de grupo acessível

Ambicioso mas realista. Pedro Empis recusa facilitismos logo na fase de grupos, contra Zâmbia, Costa Rica e Irão, e garante que Portugal tem uma tarefa muito complicada pela frente. "Pode parecer acessível para quem vê de fora. Nós não só recusamos como sabemos que não é assim. A Zâmbia é muito forte, com jogadores que já foram à seleção principal. A Costa Rica e o Irão têm jogadores muito agressivos e tecnicamente evoluídos. É um grupo muito difícil", analisa o esquerdino.

Ainda assim, Empis confia naquilo que tem sido feito com esta geração. "Vamos dar o máximo, com a responsabilidade de carregar o peso de Portugal às costas. Acredito muito nesta Seleção. Sei que temos qualidade, trabalhamos há muito tempo juntos e temos vindo a preparar bem este Mundial," explica.

Aluno aplicado em... gestão

Empis está totalmente focado no Mundial sub-20, mas durante a época nunca deixa os... estudos de parte. Preocupado com a educação, o lateral está a tirar o curso de Gestão na Universidade Nova de Lisboa. "Isto começou com os meus pais, que sempre me educaram assim. Faço mais devagar do que as outras pessoas, mas estou quase a acabar o primeiro ano e tenho muito orgulho nisso", conta-nos Empis, que explica como tudo acontece. "Não consigo ir às aulas porque tenho treinos sempre de manhã, mas pago a um explicador para me ajudar ou vou a exame final e consigo passar", revela.

Certo é que o defesa ainda se sente ‘sozinho’ na luta: "Passa um pouco ao lado dos meus colegas. Na cultura do futebol, não se liga muito a isto. O foco é a carreira desportiva. Mas sei o quão importante isto é para mim e daqui a uns anos vai ajudar-me muito." 

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