Argentina'1978: Gotas de felicidade contra a ditadura
Argentinos dão grande alegria ao povo, batendo a Holanda na final. Aos 89 minutos, com 1-1, Resenbrink atirou ao poste...
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A organização do Mundial atribuída à Argentina constituiu, desde logo, um polo de discussão. O país vivia sob a vigência de uma ditadura militar que oprimia o povo e travava o normal funcionamento das instituições, razão pela qual o Mundo civilizado não se mostrou confortável com o prémio da FIFA. Apesar das reclamações e dos riscos inerentes, o regime de Jorge Rafael Videla tranquilizou as hostes: nada sucederia durante o Mundial, anúncio que não antevia tréguas, antes prometia aumento da repressão sobre a população em luta. O futebol estava familiarizado com esse tipo de situações. Estava era esquecido do Mundial de Itália, em 1934, quando Mussolini impôs todas as regras para um objetivo alcançado: ver a squadra azzurra conquistar a Taça. As suspeitas voltaram a existir ao redor de arbitragens tendenciosas e (diz-se…) manipuladas, quando não mesmo jogadores a facilitarem convenientemente em prol da Argentina – o caso mais flagrante foi o de Ramón Quiroga, guarda-redes do Peru, considerado responsável pela goleada (6-0) que valeu à seleção da casa a qualificação para a final, em detrimento do Brasil, por diferença de golos.