Coreia do Sul/Japão'2002: O penta do violão e do pragmatismo

Scolari riscou Romário e viveu sob pressão. No tudo ou nada saiu vencedor com um trio genial – Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo

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Jogadores brasileiros festejam a conquista do Mundial'2002
Jogadores brasileiros festejam a conquista do Mundial'2002 • Foto: AP
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O Brasil chegava ao ponto extremo da europeização: abdicou de Romário, apostou convictamente em três centrais e diminuiu ao máximo a expressão de magia do seu futebol. Luiz Felipe Scolari viu-se perante situação de tudo ou nada, de glória ou morte, de ser campeão do Mundo ou linchado na praça pública por opções desfasadas de uma realidade histórica, que só sobreviveria com a taça debaixo do braço. O escrete fez o seu caminho, oscilante no início, cada vez mais confiante com o decorrer da competição. Apesar de tudo, tinha força criativa e contundência brutal, pela força de um trio ofensivo difícil de reunir: Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo no apoio a Ronaldo Fenómeno, que eram o violão de uma dequipa com proposta estrita. Mas o escrete tinha ainda outro motor brutal, do qual tirou todo o partido: dois dos melhores defesas-laterais de sempre, Cafu na direita e Roberto Carlos na esquerda. O talento estava lá, a ideia global era clara e os restantes componentes tinham competência mais do que suficiente para formarem equipa capaz de se bater face a qualquer adversário.

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