Espanha'1982: O samba calou-se na tarde do Sarriá
O maravilhoso Brasil perdeu para uma grande Itália. Uns entraram na história, os outros foram campeões. O jogo foi espetacular
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O escrete foi o grande protagonista do Mundial’82, porque chegou como favorito, confirmou as credenciais e despediu-se num dos momentos mais marcantes da história da competição. À volta da magia coletiva gerada por um naipe de jogadores fora de série construiu-se o mito de uma equipa invencível, que podia dar-se ao luxo de algumas debilidades – guarda-redes (Valdir Peres) e ponta-de-lança (Serginho) – e desatenções comprometedoras – estreia com a União Soviética, em que precisaram de reviravolta para a vitória. A imagem de um todo harmonioso, capaz de ultrapassar qualquer adversário, quaisquer que fossem os argumentos, foi ganhando forma. Havia magia quando a bola circulava entre os seus jogadores, sendo que estes cumpriam a obrigação de validar a grandeza do processo, com golos e vitórias.