Diney Borges e o empate com Espanha: «Somos ambiciosos e não podemos ficar por aqui»
Central de Cabo Verde assume que, a partir de agora, a responsabilidade dos tubarões é ainda maior
Edilson Alberto Borges, que o futebol português e marroquino conhecem como Diney Borges e que fez parte das escolhas iniciais de Bubista na estreia de Cabo Verde no Campeonato do Mundo, na segunda-feira, frente a Espanha, considera que a igualdade, sem golos, conquistada perante os campeões europeus vai contribuir para que o país passe a ser mais conhecido a nível internacional. "Antes do jogo, poucos nos conheciam, a nível mundial. Agora, as pessoas vão começar a conhecer-nos e a interessarem-se mais pela nossa nação e pela qualidade que temos aqui. O impacto internacional deste empate já foi muito positivo, mas somos ambiciosos e não podemos ficar por aqui", considera o defesa central que, na segunda-feira formou dupla com Roberto Moreira, perspectivando já os dois próximos compromissos dos tubarões azuis.
"Temos dois jogos pela frente em que temos de ser muito sérios, sabendo que toda a gente vai estar muito atenta ao que vamos fazer", assume, ainda antes de regressar ao embate inaugural do Mundial das Américas. "Este grupo de jogadores sabe que está a viver uma experiência única. Todos sonhámos com isto durante toda a nossa carreira e, agora, temos a oportunidade de vivê-lo. Temos de dar a vida uns pelos outros e pelo nosso povo. É a nossa estreia num Mundial... não há nada acima disto", aponta o defensor, de 31 anos, que representa atualmente o Al Bataeh, dos Emirados Árabes Unidos.
O defesa que, em Portugal, representou, entre outros, V. Setúbal, Marítimo e Estoril, lembra que para chegar ao 'topo do Mundo' é preciso percorrer um longo caminho, sobretudo para aqueles que, como ele, nasceram num pequeno arquipélago a meio do Atlântico. "Muitos de nós viemos de baixo. Tivemos que percorrer um longo caminho para chegar até aqui. Costumo dizer que o jogador de Cabo Verde tem de trabalhar o triplo de todos os outros para poder chegar ao topo. Sabemos que é uma verdade que se aplica a muitos de nós", assume o futebolista, admitindo que a responsabilidade da equipa nos próximos jogos é "maior", por culpa própria.