Estados Unidos'1994: O tetra dos magos teve toque europeu
Foi o Mundial de Romário, numa competição em que o talento perdeu para o músculo e a tática. O medo sobrepôs-se ao sentido de aventura e... foi o que se viu
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O Brasil entrava favorito, como sempre, sob os efeitos dos ventos de mudança que afetavam o outro lado do Atlântico, na convicção de que deixara de ganhar por atraso relativamente à evolução do jogo em termos físicos e táticos. Em 1990, Lazaroni testara jogar com três centrais, e voltou a não resultar, mas a ideia de adaptação manteve-se: Carlos Alberto Parreira construiu uma seleção que priorizava o músculo, formada por jogadores a evoluir em campeonatos europeus, mais atentos ao jogo sem bola, ao equilíbrio estrutural e privilegiando a segurança posta em causa em opções mais aventureiras.