França'1998: Um balão a crescer até rebentar campeão

Aimé Jacquet teve convicções firmes e levou-as até ao fim. Não convocou Cantona, não ligou às críticas da extrema-direita e lançou as bases de uma potência

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Zidane festeja a conquista do Mundial'1998 pela seleção francesa
Zidane festeja a conquista do Mundial'1998 pela seleção francesa • Foto: AP
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Era uma França remodelada, envolta nas suas polémicas, aquela que iniciou a discussão do Mundial disputado em sua própria casa. Por um lado, a teimosia do selecionador em não convocar Eric Cantona, por outro as críticas xenófobas de uma extrema-direita incomodada com a ascensão de uma equipa formada por descendentes de emigrantes – os representantes do partido de Le Pen não se cansaram de expressar convicção segundo a qual não se sentiam representados, enquanto país, por uma equipa tão heterogénea na sua essência. Aimé Jacquet, o selecionador, tapou os ouvidos e deitou mãos à obra. Os resultados e a dificuldade para engrenar um futebol convincente alimentaram o tumulto, mas não aniquilaram a esperança, até porque, a partir da fase de grupos, os sinais tornaram-se muito mais animadores.

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