Infantino solicitado a explicar relação com Trump no Congresso dos EUA

O democrata Jamie Raskin quer ouvir as explicações do presidente da FIFA

Gianni Infantino, presidente da FIFA
Gianni Infantino, presidente da FIFA • Foto: Lusa/EPA
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Jamie Raskin, congressista democrata de Maryland, instou Gianni Infantino, presidente da FIFA, a explicar a sua relação com Donald Trump, líder máximo dos Estados Unidos da América, diante do Comité de Justiça da Câmara dos Representantes, do qual o próprio congressista faz parte.

Contudo, pode ser complicado conseguir fazê-lo, uma vez que os democratas são a força minoritária no comité, que é dominado pelos republicanos. Ainda assim, o democarta pediu que o dirigente suíço fornecesse uma lista de "quaisquer itens de valor (incluindo transferências de dinheiro, presentes, prémios, distinções ou aparições públicas) concedidos ao presidente Trump, a membros da sua Administração, aos seus familiares ou a qualquer entidade associada a estes, como a Trump Organization".

Numa carta dirigida a Infantino, o legislador democrata fixa o prazo de 9 de agosto para o fornecimento dos documentos pedidos e o agendamento do depoimento. Além disso, alarga a crítica com outros exemplos.

"Vocês alugaram um escritório no 17.º andar da Trump Tower - um espaço que poderia custar 600 mil dólares por ano no mercado - embora fosse utilizado apenas durante o período de 39 dias do Campeonato do Mundo. Isto equivale a mais de 15 mil dólares por dia. Estas ações parecem ter sido planeadas para induzir o presidente Trump e a sua Administração a tomarem decisões favoráveis à FIFA", pode ler-se antes de criticar a "falta de ética" do chefe da organização que governa o futebol mundial.

"No início da sua gestão, desmontou os mecanismos de salvaguarda ética da FIFA e neutralizou o comité de ética da organização ao afastar a maior parte dos seus membros. Essa falta de transparência e supervisão abriu caminho para procurar obter o favor da Administração Trump por meio de táticas que um professor de direito da Universidade de Nova Iorque e um ex-integrante do seu comité de ética descreveram como suborno legal. A mais recente troca de favores orquestrada pela FIFA e pelo presidente Trump não é um crime sem vítimas. Ela prejudica os americanos", atirou.

Nesta altura, a FIFA está debaixo de fogo devido ao a um investidor, Joshua Kushner, que está ligado a Donald Trump.

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