México'1970: Porque a perfeição não é uma quimera

O Brasil de 1970 é a seleção mais amada de sempre. E a única, de entre as mais brilhantes, a ser campeã mundial

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Pelé foi o Rei
Pelé foi o Rei • Foto: Getty Images
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O Mundial mexicano teve a relevância de ser o primeiro a ter transmissões televisivas em direto nos quatro cantos do planeta e viu chegar ao topo uma seleção que, de tanto subir na consideração dos adeptos, acabou a tocar o céu da eternidade, provando que a perfeição não é uma quimera. O Brasil’70 foi uma seleção inovadora, exuberante, que pôs o talento individual ao serviço de uma expressão coletiva maravilhosa e conseguiu o que outras não lograram: foi coroada campeã do Mundo, sustentando com eficácia e glória a expressão de um futebol inigualável, executado por alguns dos melhores executantes de todos os tempos. Pelé recuperou o nível que lhe concedeu a coroa de rei do jogo e sentiu à volta uma corte de príncipes majestosos como Clodoaldo e Gerson (médios) e avançados sublimes como Jairzinho (que marcou em todos os jogos), Tostão (que precisou de convencer Zagallo a convocá-lo) e Rivelino (canhoto magistral que, soube-se mais tarde, foi uma das paixões do então jovem Diego Armando Maradona).

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