Mundial'2030: Eventual candidatura da China ganha força

País prepara-se para construir 12 estádios, um deles com capacidade para acolher 100.000 espectadores

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As primeiras imagens do brutal novo estádio do Guangzhou Evergrande

 e Os Estados Unidos da América e, em especial o seu presidente, Donald Trump, apontam a China como responsável por todos os problemas do Mundo na atualidade. Mas, não são apenas os Estados Unidos. Também o Uruguai vê no gigante asiático um opositor que poderá fazer ruir o sonho de o país organizar o Campeonato do Mundo do Centenário, em 2030, precisamente um século depois da seleção celeste se ter tornado a primeira a arrecadar o título mundial.

Antes de o planeta se debater com a pandemia e todos os sectores de atividade, futebol incluído, mergulharem na mais profunda das incertezas, o Uruguai propunha-se a organizar a Copa em parceria com Argentina, Chile e Paraguai. Uma organização conjunta que ajudaria a suportar os custos de uma competição desta dimensão. Havia conversas, mas ainda muitas arestas por limar, até porque a rivalidade entre seleções nem sempre é um aspeto de somenos importância na América do Sul.

Na Europa, além da candidatura Espanha-Portugal-Marrocos, que, aparentemente, nunca terá ido além das conversas informais, havia um candidato de peso: Inglaterra, que 'ameaçava' concorrer juntamente com Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, que com ela formam o Reino Unido. A China, oficialmente, nunca se assumiu como candidata à organização da prova, embora se saiba que muito do que acontece nos corredores e gabinetes da FIFA, em Zurique, nem sempre chega à opinião pública.

E esse talvez seja o principal receio do Uruguai, em relação ao 'concorrente' asiático. O 'Ovación', do Uruguai, publica esta terça-feira um extenso artigo em que o jornalista Edward Pinhão analisa todos os aspetos que dariam à China clara vantagem na corrida à organização do Campeonato do Mundo de 2030.

Desde logo, o facto de, em 2019, Gianni Infantino, o presidente da FIFA, ter admitido que veria com bons olhos o aparecimento de uma proposta chinesa. Depois, o facto de o país ser provavelmente aquele que, em termos económicos, vai recuperar mais depressa dos efeitos da pandemia - aliás, já o está o fazer. Finalmente, porque está em curso um projeto que prevê a construção de 12 novos estádios de futebol. Entre eles, o do Gangzhou Evergrande (vídeo), com capacidade para 100.000 espectadores, que o tornará no maior recinto do Mundo.

Este plano foi colocado em marcha com o objetivo de acolher o Campeonato do Mundo de Clubes do próximo ano e a Taça das Nações Asiáticas, em 2023. Demasiado investimento para objetivos tão pouco ambiciosos, considera o jornalista uruguaio, que vê também na questão dos 'timings' um problema acrescido para a candidatura de Uruguai, Argentina, Chile e Paraguai.

A apresentação de candidaturas só ocorrerá em 2022 e a decisão sobre a organização vencedora só será conhecida em 2024, ou seja, seis anos antes do Campeonato do Mundo do Centenário, o que, por si só, fará com que a FIFA exija que o projeto seja realmente consistente e ofereça garantias de todos os tipos. E, nesse aspeto, a China, e até mesmo o Reino Unido, terão vantagem sobre a organização sul-americana.

Por João Lopes
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