A inevitável assinatura de Cristiano Ronaldo

A inevitável assinatura de Cristiano Ronaldo
A inevitável assinatura de Cristiano Ronaldo • Foto: EPA

Caía o pano do Mundial para a Seleção portuguesa quando Cristiano Ronaldo salvou a integridade como talento e goleador de exceção. Aos 80 minutos do jogo com o Gana, CR7 fez, no fundo, o que tem feito desde sempre, deixando a impressão digital num grande palco do futebol. Desde o Euro’2004, então com 19 anos, que o jogador português marca em todas as grandes competições em que participa – três Europeus e outros tantos Mundiais.

Com o tiro certeiro de ontem, CR7 consolidou o lugar que já tem reservado na história: chegou ao golo 50 por Portugal; tornou-se no único jogador português a marcar em três Mundiais consecutivos; igualou Eusébio no número de golos apontados nos palcos maiores do futebol (9 golos, que o Pantera Negra apontou numa presença apenas, contra as seis de CR7), juntou-se aos alemães Klinsmann e Klose como jogadores que lograram fazer golos em seis grandes competições consecutivas.

Desperdício

Mas na tarde em que se acomodou na história do futebol português e mundial, Cristiano Ronaldo ficou a dever a si próprio um número superior de golos. CR7 desperdiçou várias ocasiões, quatro delas absolutamente flagrantes, isto para lá de ter rematado à barra, aos 5 minutos, numa espécie de cruzamento transformado em remate: aos 19 minutos, frente ao guarda-redes e sem oposição, cabeceou à figura; aos 83 minutos surgiu em posição mas atirou em jeito para a defesa de Dauda; aos 90’+2, isolado perante o guardião ganês, atirou para nova defesa decisiva.

Iniciando o Mundial em clara inferioridade física, sem ritmo competitivo e em clara dificuldade, Ronaldo terminou a presença na grande competição com um golo, o desperdício de mais três ou quatro lances e uma demonstração que serviu para o aproximar da qualidade que o caracteriza.

Pior em 2002

Por outro lado, Portugal evitou, com a vitória sobre o Gana, rubricar no Brasil a pior prestação de sempre em fases finais do Campeonato do Mundo. Os quatro pontos conquistados agora (provenientes do empate com os Estados Unidos e da vitória sobre o Gana) superam os três conseguidos em 2002, na competição efetuada na Coreia do Sul e no Japão, onde a Seleção conseguiu apenas uma vitória, sobre a Polónia (4-0, com três golos de Pauleta e um de Rui Costa), no segundo jogo da fase de grupos.

Refira-se ainda que o embate com os ganeses foi 51.º de Portugal em fases finais de grandes competições internacionais, percurso iniciado em 1966, quando os eternos Magriços iniciaram uma das maiores epopeias da história do futebol português. Reduzindo o universo aos embates a contar apenas para os Campeonatos do Mundo, a Seleção fez ontem o jogo 27: catorze vitórias, quatro empates e nove derrotas.

FACTOS E NÚMEROS

Cinco vítimas. Grécia, Holanda (duas vezes), Irão, Rep. Checa (também por duas ocasiões) e Coreia do Nortesão as vítimas da fúria goleadora de CR7 nas grandes competições

Um por Mundial. Cristiano Ronaldo tem apenas três golos em fases finais do Mundial: ao Irão (2006), à Coreia do Norte (2010) e ao Gana (2010).

50 no alvo. Nenhum outro jogador português o logrou 50 no alvo. Com o tiro certeiro de ontem, o capitão de Portugal atingiu a meia centena de golos com as quinas ao peito

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