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Falta de ritmo não atrapalha Bento

Cinco elementos do onze provável têm apenas três ou menos jogos no último mês...

Falta de ritmo não atrapalha Bento
Falta de ritmo não atrapalha Bento • Foto: Carlos Barroso

A Seleção Nacional poderá apresentar amanhã, diante da Suécia, jogadores que praticamente não foram utilizados nos seus clubes desde o Portugal-Luxemburgo, disputado há quase um mês, a 15 de outubro. Os casos mais flagrantes são Raul Meireles, que não joga pelo Besiktas desde 29 de setembro, Nani, que teve apenas duas aparições no Manchester United, e Fábio Coentrão, que só alinhou 45 minutos no Real Madrid.

Porém, a questão fundamental é perceber a confiança que Paulo Bento tem nos seus eleitos e, a partir daí, o tema passa a ser académico. Será que um jogador pouco utilizado no seu clube pode oferecer garantias de rendimento ao mais alto nível em jogos da exigência como estes com a Suécia? Analisando em termos gerais os 24 jogadores convocados pelo selecionador nacional pode dizer-se que sim, que Paulo Bento continua a confiar neles.

Mínimos

Considerando que disputar três jogos completos num mês é um mínimo aceitável na alta competição, deve ter-se em atenção não apenas os jogadores lesionados, menos utilizados por opção dos respetivos treinadores nos clubes, mas também aqueles cujos clubes, por não estarem envolvidos nas provas da UEFA, por exemplo, acabam por ter menos jogos – e logo proporcionam aos atletas menos oportunidades de competir.

No onze provável de Portugal, não são apenas os três jogadores acima referidos que podem incluir-se entre aqueles com menor ritmo competitivo. Os casos de Patrício ou de Bruno Alves estão numa fronteira deste critério, pois os seus clubes estão fora das provas da UEFA, mas o sportinguista disputou o prolongamento no jogo da Taça de Portugal.

Postiga, por seu lado, tem menos de 300 minutos, mas esteve em competição em seis jogos pelo Valencia. Só Pepe (6) e Ronaldo (7) fizeram tantos ou mais.

Nada mau ter o banco cheio de titulares

Os números do desempenho dos 24 jogadores convocados por Paulo Bento nos clubes [ver infografia] confirma que o selecionador não forma o seu onze-base, olhando prioritariamente para esses números. Luís Neto e Ricardo Costa, por exemplo, são jogadores que se aproximam do número de jogos que Cristiano Ronaldo tem no Real Madrid, mas isso não faz deles titulares na Seleção.

Neto, que joga num campeonato que decorre há mais tempo do que a maioria dos da Europa ocidental, e que está num clube que disputa a Liga dos Campeões, soma 19 jogos e1.472 minutos em campo. Só mesmo Ronaldo, com 1.530 minutos, jogou mais tempo. Ricardo Costa, que até é capitão doValencia, tem 14 jogos (e mais de 1.200 minutos) pelo seu clube, mas só foi titular na ausência de Pepe e de Bruno Alves.

A escolha entre Hélder Postiga e Hugo Almeida, por exemplo, também não está condicionada pelo que ambos fazem noValencia ou no Besiktas. Postiga tem 14 jogos e 3 golos em Espanha e Almeida 12 jogos e 7 golos na Turquia.

Também Antunes não é primeira escolha por apresentar melhores números no Málaga do que Coentrão do Real Madrid: 13 jogos e 1.156 minutos o primeiro, contra quatro jogos e 283 minutos o segundo.

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