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A regra até tem sido colocada em causa nos últimos anos mas a FIFA mantém-na e o que sucedeu com Portugal poderá dar força à opção. O organismo que gere o futebol mundial obriga todos os os selecionadores a incluirem três guarda-redes nos 23 eleitos para a fase final de um Mundial, tentando precaver de alguma forma, o infortúnio numa posição-chave no terreno e que ao mesmo tempo é díspar de todas as outras pela sua especificidade. Depois de em 1974, na Alemanha, se ter assistido à primeira substituição de guarda-redes, muitos foram os selecionadores a apostar na rotatividade dos seus guarda-redes, por opção técnica ou por razões de força maior.
Em 1978, a França estreou-se na utilização de três guardiões num só fase final, na Argentina. O selecionador Michel Francois Hidalgo apostou em Bertrand-Demanes para o encontro de estreia no Mundial, diante da Itália, e voltou a conceder-lhe a confiança no segundo jogo, ante a Argentina. Contudo, este embateu contra o poste e Baratelli foi chamado a guardar as redes. No terceiro encontro, a escolha recaiu sobre Dropsy.
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Em 1982, no Campeonato do Mundo realizado em Espanha, houve mais duas situações do mesmo género, com a Checoslováquia e a Bélgica a recorrerem a três guarda-redes num só fase final. O caso belga é de salientar, tudo porque o selecionador Guy Thys apostou no virtuoso Jean-Marie Pfaff na primeira fase grupos, mas este último foi rendido por problemas disciplinares. Thys não foi de modas e nomeou Jacques Munaron para guarda-redes mas com a derrota diante da Polónia (3-0) e a eliminação praticamente garantida, a escolha foi para Theo Custers.
Vinte anos após a última ocorrência deste tipo - a Grécia fê-lo nos Estados Unidos, em 1994 na fase de grupos - coube a Paulo Bento recorrer a três guardiões apenas em três partidas. Rui Patrício alinhou diante na goleada imposta pela Alemanha (4-0) mas uma lesão na coxa esquerda deu a possibilidade a Beto de atuar no primeiro jogo "a doer", depois de ter jogado em sete encontros particulares. O azar voltou a bater à porta dos guardiões nacionais quando o português que alinha pelo Sevilha foi forçado a abandonar o campo diante do Gana, com uma dor na anca, acabando Eduardo por ser chamado a intervir nos últimos instantes do jogo.
UTILIZAÇÃO DE TRÊS GUARDA-REDES EM MUNDIAIS
O caso português
Esta foi a segunda vez que Portugal utilizou os três guardiões escolhidos para uma fase final. A primeira foi em 2000, no Campeonato da Europa de boa memória para as cores nacionais. Depois de Baía ter defendido as redes lusas nos jogos com a Inglaterra e Roménia, e com o apuramento para os "quartos" garantido, o selecionador Humberto Coelho apostou numa segunda escolha para a baliza. O experiente Pedro Espinha manteve as redes invioladas diante da Alemanha até chegar a vez de Quim, que em jeito de prémio, também teve a oportunidade de atuar numa fase final durante alguns instantes. Baía acabaria por ser o titular para o resto do torneio num panorama bem diferente daquele a que Bento foi submetido no Brasil, vendo dois guardiões a contraírem uma lesão.
A Seleção Nacional já se qualificou para 12 fases finais e em apenas quatro delas é que mais que um guarda-redes teve a oportunidade de jogar. A primeira dessas ocasiões ocorreu logo em 1966, na estreia portuguesa em fases finais quanto o selecionador Otto Glória apostou em Joaquim Carvalho na estreia diante da Hungria mas um lance menos conseguido do guardião do Sporting acabou por ditar a relegação do mesmo para o banco de suplentes. José Pereira figurou entre os postes no resto da competição que levaria os Magriços à melhor posição de sempre em Campeonatos do Mundo: um terceiro lugar.
No Mundial de 1986, Bento foi titular ante a Inglaterra, na memorável vitória por 1-0 no primeiro jogo da fase de grupos. O guarda-redes do Benfica partiu uma perna num treino posterior ao encontro - que lhe valeria um final de carreira penoso nas quatro épocas seguintes - e Vítor Damas agarrou a oportunidade mas só alinhou por mais duas vezes, já que Portugal somou derrotas frente à Polónia (1-0) e a Marrocos (3-1).
GUARDA-REDES PORTUGUESES EM FASES FINAIS:
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