Portugal e Suécia exportam qualidade

Apenas um titular de cada seleção atua num clube local. Os suecos estão espalhados por seis outros campeonatos e os portugueses por sete...

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Cristiano Ronaldo e Zlatan Ibrahimovic são as estrelas maiores das seleções de Portugal e da Suécia que vão disputar nos próximos dias 15 e 19 o playoff de acesso à fase final do Mundial de 2014. Mas a realidade das duas seleções vai muito para além daquelas referências e acaba por refletir a relativa fragilidade dos respetivos campeonatos nacionais que leva à exportação da grande maioria dos jogadores chamados às equipas nacionais.

No onze tipo do selecionador Erik Hamrén, apenas um jogador, o médio Anders Svensson, alinha num clube sueco, o Elfsborg. Mais: nos 23 jogadores inscritos na folha do jogo do derradeiro compromisso na fase de grupos, diante da Alemanha, estavam apenas 3 jogadores que atuam em clubes suecos: o já referido Svensson, mais Tobias Hysen e Adam Johansson (ambos do IFK Gotemburgo).

No lado português, o onze tipo de Paulo Bento também apresenta apenas um jogador a atuar em Portugal, o guarda-redes Rui Patrício (Sporting), mas circunstancialmente esse número pode subir. No último jogo, por exemplo, frente ao Luxemburgo, entre os que alinharam de início e os que estavam no banco, encontravam-se oito jogadores de clubes portugueses: 3 do Sp. Braga (Ruben Micael, Custódio e Éder), 2 do Sporting (Rui Patrício e André Martins), 2 do FC Porto (Josué e Varela) e 1 do Benfica (André Almeida).

A exportação dos melhores talentos acaba por tornar natural que até os principais de cada país sejam pouco representados nas duas seleções. Entre os suecos, por exemplo, o IFK Gotemburgo, clube com maior número de títulos nacionais (18) era o único entre os três mais titulados (Malmö é segundo, com 16, e IFK Norrköping terceiro com 12) representado na última lista de Erik Hamrén. No caso português, como se verifica, na última lista de Paulo Bento estavam representados todos os três clubes com maior número de títulos nacionais: Benfica, FC Porto e Sporting.

Os jogadores suecos dessa última lista de Hamrén alinham por clubes de seis países diferentes (Inglaterra, Escócia, Alemanha, Rússia, França e Itália), ao passo que os portugueses que Paulo Bento teve à disposição para o jogo com o Luxemburgo alinhavam em clubes de sete países (Espanha, Turquia, Ucrânia, Inglaterra, Rússia, Itália e França). Isto, sem contar com aqueles que alinham em clubes dos respetivos países, claro.

Talentos máximos

A exportação dos talentos obriga, naturalmente, a olhar para os dois expoentes máximos de cada uma das seleções: Cristiano Ronaldo e Zlatan Ibrahimovic.

São dois avançados, ambos usando a braçadeira de capitão das respetivas seleções, considerados letais para as balizas contrárias. Cristiano Ronaldo, de 28 anos, é o melhor marcador português da atualidade, com 43 golos, da mesma forma que Zlatan Ibrahimovic, de 32 anos, é o melhor marcador sueco em atividade, com 46 golos. Se considerarmos apenas a comparação entre os dois a partir de 2004, quando Ronaldo se afirmou na equipa portuguesa, então CR7 leva vantagem sobre Ibra, com 43 golos contra 40 do sueco.

Se atendermos apenas aos dois últimos anos, o sueco leva vantagem no seu desempenho com a camisola da Suécia, somando 18 golos (11 em 2012 e 7 este ano), contra 11 do português (5 em 2012 e 6 este ano). Ibrahimovic igualou o seu recorde de 4 golos num jogo em novembro de 2012, frente à Inglaterra, enquanto Ronaldo marcou o seu primeiro hat-trick pela Seleção Nacional em setembro deste ano, em Belfast, frente à Irlanda do Norte.

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