Defesa lusa está completa

Com a chegada de Mário Rui, estão concentrados os oito defesas. Ficam a faltar CR7, Moutinho, Guedes, Patrício, Bruno Fernandes e Gelson

• Foto: Paulo Calado

Está cumprida mais uma etapa para a concentração dos 23 jogadores que representarão Portugal no Mundial da Rússia. Ontem foi a vez de Mário Rui, defesa-esquerdo do Nápoles, ficar às ordens de Fernando Santos, pelo que o selecionador já pode contar com os oito defesas que convocou para a grande competição – Raphaël Guerreiro treinou-se à parte, fez corrida durante 15 minutos, sinal de que está a recuperar da gripe que lhe provocou febre na passada quinta-feira. Sendo assim, estão concentrados 17 dos 23 elementos, esperando-se hoje a chegada de mais dois, de modo a cumprir o plano do selecionador que afirmou contar com 19 jogadores no estágio de Braga, que antecede o jogo com a Tunísia. A equipa treina-se hoje de manhã na Cidade do Futebol, para se concentrar amanhã no Minho, onde decorrerá a conferência de imprensa de Fernando Santos.

Sem mais pistas

Na sessão de ontem, de que os jornalistas, como de costume, só viram os primeiros 15 minutos, os jogadores dividiram-se entre o já referido treino individual de Raphaël Guerreiro, o trabalho dos guarda-redes (Anthony Lopes e Beto) e os restantes, divididos em dois grupos, entregues a exercícios de posse e pressão. Ao contrário de outras alturas, a sessão não permitiu tirar quaisquer conclusões do que passa pela cabeça de Fernando Santos, tendo em conta o embate com os africanos. De qualquer modo, a inclusão de Mário Rui terá o condão de evitar que Ricardo Pereira jogue à esquerda, isto porque é de crer que o selecionador queira poupar o jogador do Dortmund.

Recorde-se, entretanto, que a partir de agora ficam a faltar seis dos 23 elementos que integram a lista para o Mundial: CR7, Gonçalo Guedes, João Moutinho, Rui Patrício, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

O herdeiro de Ricardo Rocha

Com Rúben Dias, o Benfica volta a ter um defesa-central na Seleção. O jovem encarnado retoma uma história antiga, da qual fazem parte alguns dos maiores vultos do futebol português, como Félix Antunes, Germano de Figueiredo e Humberto Coelho. Para se ver a importância do que está em causa, recorde-se que o último central benfiquista a jogar por Portugal foi Ricardo Rocha, que, tendo feito a estreia em 2002, com a Escócia (2-0), em Braga, convocado por Agostinho Oliveira, se despediu em 2006, com a derrota na Polónia. Há um interregno de 12 anos sem benfiquistas que Rúben Dias se prepara para quebrar.

Por Rui Dias
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