Eduardo: «União marcou a diferença no Euro»

Guarda-redes explica o segredo

A conquista do Euro’2016 ainda está fresca na memória dos portugueses, que esperam agora repetir o sonho no Mundial. Para isso, será necessário replicar o segredo do sucesso, revelado por Eduardo, um dos 23 heróis de França, que conversou de forma animada com o alfaiate Paulo Battista em mais um programa ‘Seleção à medida’, da Sport TV +. "Vivemos momentos fantásticos. A união marcou a diferença", diz o guardião, que desta vez não foi eleito por Fernando Santos.

Sempre de sorriso na cara, o guarda-redes do Chelsea, de 35 anos, deu a conhecer as suas humildes origens, lembrou o seu trajeto e revelou as principais dificuldades a ultrapassar. Natural de Mirandela, ganhou o primeiro ordenado no V. Guimarães, de onde foi dispensado. No entanto, um treinador olhou por ele, o sr. Rocha. "Se sou o que sou, foi graças a esse senhor. Ia buscar-me a casa, levou-me a treinar ao V. Guimarães e depois ao Sp. Braga", relata.

Foi ao serviço dos arsenalistas que Eduardo se destacou na 1ª Liga, mas o salto entre rivais podia ter conhecido um desfecho menos feliz. "O diretor desportivo da altura disse-me ‘Tu vens de Guimarães e queres vir para aqui? Vais é já embora’", conta. "Fui treinar-me quase com as lágrimas nos olhos, mas agradei ao treinador", conclui. Uma história bem-sucedida, que lhe valeu a primeira internacionalização em 2009. "Foi tudo rápido. Depois, fomos ao Mundial, que foi excelente, a nível pessoal", analisa.

Seguiu-se o Génova, o que lhe valeu autoridade suficiente para dar uma pequena lição de italiano a Paulo Battista. "É fácil de aprender", considera. Mais "duro" foi o percurso no Benfica pela falta de minutos, apesar do "orgulho em lá ter passado". No Chelsea, também é raro jogar, mas o espírito agora é outro. "Temos um grupo fantástico de treinadores e há uma sincera amizade com todos."

Eduardo teve uma carreira feliz, mas nada lhe caiu do céu. "Tive mais do que aquilo que sonhei (...) Mas costumo dizer que cheguei onde cheguei, não só pela qualidade, mas pelo trabalho. Sempre fui muito consciente daquilo que precisava de fazer e vou ser assim até pendurar as botas", remata.

"Sempre gostei de ir à baliza"

Nas clássicas ‘peladinhas’ entre jovens, a parte mais complicada é, habitualmente, encontrar alguém com vontade de ser guarda-redes. Nesse aspeto, Eduardo facilitava a tarefa, porque o seu sonho sempre passou por aí. "Sempre gostei de ir à baliza. Já não esperava que me dissessem alguma coisa, eu ia logo para lá", revela. "Ainda por cima, era gordinho na altura", brinca. Habituado a jogar em terrenos improvisados e, na maioria das ocasiões, com muita terra à mistura, a pior parte vinha sempre depois dos jogos. "Depois lá vinha a mãe dar-me uma sova, por ter estragado a roupa. Não havia mais nada. Agora há internet e telemóveis, nós tínhamos a terra", conclui.

Preud’homme como ídolo

O ‘bichinho’ pelas balizas foi incentivado por Michel Preud’homme, antigo guarda-redes do Benfica. "Foi um dos meus ídolos", desvenda.

'Seleção à medida'
Sport TV +
18h20

Por Rafael Soares
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