Ninguém fala abertamente do caso, mas a verdade é que os dirigentes da FIFA deitam as mãos à cabeça, com medo de um boicote ao Mundial deste ano, por questões políticas. O envenenamento do coronel Skripal em solo britânico, alegadamente pelos serviços secretos russos, provou a ira no governo inglês. "Foi a gota que fez entornar o copo, a tensão está no limite", conta fonte da FIFA ao jornal espanhol 'As'.

A primeira ministra britânica, Theresa May, considerou "altamente provável" que a Rússia seja a responsável pelo envenenamento do espião russo Serguéi Skripal e da sua filha Yulia, em Salisbury, e deixou uma pergunta que fez a FIFA entrar em pânico: "Como podemos ir agora ao Mundial de Putin?"

A Inglaterra, relata o mesmo jornal, iniciou conversações junto dos seus aliados ocidentais para que os governantes não compareçam no jogo de abertura, que coloca frente a frente a Rússia e a Arábia Saudita, deixando Vladimir Putin sozinho no estádio Luzhniki, a 14 de junho. 

Os Estados Unidos associaram-se aos protestos dos ingleses e apoiam o boicote ao jogo de abertura. Os conflitos na Síria e na Ucrânia, a anexação da Crimeia e o escândalo do programa de doping generalizado com o apoio do estado russo preocupam os vários países e a FIFA teme um boicote diplomático a Putin, com a consequente renúncia de vários países ao Mundial...