Lewandowski: «Já tentaram enganar-me até com propostas de caridade falsas»

Avançado polaco conta numa entrevista que aprendeu a desconfiar das pessoas

• Foto: Reuters

O polaco Robert Lewandowski é um dos homens do momento. Avançado do Bayern Munique, melhor marcador do campeonato alemão e o jogador mais bem pago da Bundesliga, está na Rússia com a sua seleção e deu uma entrevista ao jornal britânico 'The Guardian' onde aborda temas além do futebol. É um dos 10 melhores futebolistas do mundo, é rico e bem casado com Anna. Tem uma filha, Klara, de 6 anos, que é a menina dos seus olhos...

Mas ser famoso tem os seus contratempos e Lewandowski acabou por se tornar numa pessoa muito desconfiada. Tem poucos amigos e aprendeu que por vezes nem tudo o que parece é.

"Já tentaram enganar-me, até com propostas de caridade falsas. O número de ofertas estranhas que me fazem é astronómico, por isso não confio nas pessoas. Ninguém se torna teu amigo num dia. Tenho muitas dúvidas e infelizmente quando me abordam o meu primeiro pensamento é 'esta pessoa quer algo de mim'", contou o jogador, de 29 anos.

"Mesmo quando eu não era famoso, não era fácil chegar até mim. Tenho os meus velhos amigos e mantenho-os perto de mim. Sei em quem poso confiar, não mudo de amigos como quem muda de meias. Quando aparece alguém que penso que posso gostar, abro a porta, mas muito devagar. Tem de haver confiança antes de eu abrir o meu coração."

A vida profissional e pessoal de Lewandowski confundem-se porque são os seus melhores amigos, que conhece desde a infância, quem trabalha com ele. Tomasz Zawislak é o seu empresário, Kamil Gorzelnik o advogado e Marcin Kulczyk o guarda-costas. 

E já houve muitas situações em que o avançado teve de recorrer a Marcin Kulczyk. "Eu e o Marcin sabemos mais ou menos quando vou precisar dele. Normalmente acontece em eventos oficiais onde a minha presença foi anunciada há muito tempo. Sabemos que haverá muitos adeptos e fotógrafos a pressionar-me."
 
Isto pode até parecer algo 'snob', mas Lewandowski garante que não é nada disso. "Não é que queira separar-me das pessoas, trata-se apenas de ter a situação sob controlo. Já houve casos em que me distraí por um segundo e acabei por ficar sob pressão, sem conseguir sair dali."

Essas situações podem ser complicadas, porque há pessoas, adeptos de outros clubes, que chegam a ser muito agressivas. "Principalmente quando estão sob o efeito de álcool. São agressivos, mostram-me o dedo do meio, gritam, lembram-me jogos menos bons que fiz, dizem como devo jogar... Isto acontece em restaurantes, por exemplo. E quando as coisas ficam feias o Marcin reage."

Embora seja reconhecido um pouco por toda a parte, Lewandowski usa um truque que por vezes resulta. Quando é abordado na rua diz que se chama Emil e que por coincidência é muito parecido com o jogador do Bayern Munique... "Não recorro a esse estratagema com muita frequência, mas dá jeito quando estamos com amigos num sítio público. Num restaurante, por exemplo, eles tratam-me por Emil, não por Robert ou Lewy. Assim ninguém se vira na minha direção. E se alguém me reconhecer e perguntar se sou o Robert Lewandowski, simplesmente digo 'desculpe, é um engano. Sou apenas muito parecido com ele, o meu nome é Emil'". 




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