O Grupo H congrega duas das maiores referências do futebol mundial para a posição de ponta-de-lança e que se preparam para jogar o primeiro Campeonato do Mundo da carreira já numa fase adiantada. Um deles é Robert Lewandowski, avançado do Bayern Munique, que não afasta a necessidade de mostrar a força da Polónia, país que regressa à grande prova de seleções depois de falhar o apuramento para as fases finais de 2010 e 2014.

"O mais importante é que voltamos ao Mundial depois de uma dezena de anos de jejum e gostaríamos de nos apresentar da melhor forma possível", vincou o artilheiro de 29 anos, que discutiu até às últimas jornadas a Bota de Ouro, que Lionel Messi acabou por conquistar, com 34 golos.

Radamel Falcão é outro ponta-de-lança de referência que procura sedimentar mais uma etapa da prolongada carreira, disputando o primeiro Mundial aos 32 anos, após ter perdido uma corrida contra o tempo - e contra a lesão - que o afastou da prova no Brasil há quatro anos. O avançado do Monaco contraiu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em janeiro de 2014 e não conseguiu integrar a lista final da Colômbia, seleção que se quedou pelos quartos-de-final. Numa mensagem partilhada na conta de Instagram, o ex-FC Porto agradeceu a todos os que "em silêncio e à distância" o ajudaram a estar agora a um passo da estreia, que pode acontecer já na terça-feira, no embate com o Japão, após uma época bem conseguida no capítulo finalizador: apontou 24 golos em 36 jogos oficiais após ter feito 30 (em 43 encontros) em 2016/17.


Autor: Flávio Miguel Silva