Pizzi: «Não sabia o meu valor»

É o convidado de Paulo Battista

• Foto: Sport TV

Pizzi tornou-se jogador profissional de futebol um pouco por acaso. A paixão pela bola nasceu em miúdo, tal como a alcunha, dada pelos amigos com quem jogava futebol na rua, mas a vontade de se tornar jogador profissional só surgiu mais tarde. A história é contada pelo próprio no ‘Seleção à Medida’ de hoje.

"Nunca tive aquele querer de ser mesmo jogador de futebol. Sempre fui bom aluno, acabei 12º ano e entrei no curso de Fisioterapia. Os meus pais sempre me obrigaram a ir à escola. Só a partir dos 17 anos, quando fui para o Sp. Braga, é que tive uma coisa de... se calhar até posso chegar lá", confidencia o médio de 28 anos, em conversa com o alfaiate Paulo Battista.

De uma carreira que surge por acaso até chegar ao Estádio da Luz como o jogador português mais caro do Benfica, foi um passo. "Nunca liguei muito a esses números. Não sabia quanto tinha custado nem qual o meu valor. Queria era vir", confessa o brigantino.

Mas antes de chegar ao emblema encarnado, o médio ainda passou por outra aventura: a ida para o Atlético Madrid. "Foi uma mudança muito grande, mas estando lá os meus pais, acabou por ajudar", assume, acrescentando: "Um miúdo de 21 anos em Madrid, a ganhar bem, com tudo a seus pés e num clube de topo. As coisas poderiam dar para um jogador se perder, para se iludir".

Tudo acabou por correr bem, mas não conseguiu vingar no emblema colchonero.

"Não me enquadrava nas características que o treinador [Simeone] queria. Fui emprestado ao Deportivo", lembra.

Da Corunha regressou a Barcelona, para representar o Espanyol, até regressar ao seu país.

"Tenho vários amigos que não são do Benfica e que disseram para não ir", diz, bem-disposto. "Era o que mais queria. Desejava ir para o Benfica, por isso apoiaram-me ao máximo. Foi a melhor decisão que tomei na minha vida, ganhei já várias coisas e sempre fui muito feliz aqui", conclui.

Festejo especial homenageia amigos da bola

Apesar de hoje ser futebolista profissional, Pizzi não esquece os amigos de sempre, com quem começou a jogar à bola. O médio faz sempre a continência quando marca, precisamente em homenagem a esses companheiros da infância. "Tenho vários amigos ligados à segurança pública. Esse gesto surgiu uma vez, quando estava em Barcelona, disseram-me para o fazer por nós", recorda. E o gesto acabou por ficar.

Foi também com eles que nasceu a alcunha. "Jogava com os meus amigos no bairro e usava uma camisola do Barcelona. Nessa altura o Pizzi fazia golos constantemente", lembra. "Se calhar, hoje perguntam-me como me chamo e eu digo ‘Pizzi’", remata.

Por Cláudia Marques
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