Rui Patrício fica dentro do refúgio

Guardião do Sporting começou por trabalhar com todo o grupo, antes de ficar só com Justino

• Foto: Pedro Ferreira

Rui Patrício esteve longe de viver em paz e sossego nas últimas semanas. Nesse sentido, a Seleção Nacional acaba por funcionar como uma espécie de refúgio para o guarda-redes do Sporting, enquanto toda a polémica com Bruno de Carvalho aumenta de tom a cada dia que passa. Certo é que o habitual titular da equipa das quinas esteve mais resguardado nesta estreia em Kratovo, ao passar grande parte do tempo a trabalhar individualmente com Fernando Justino, técnico de guarda-redes das quinas.

De início, tudo decorreu de forma perfeitamente natural. Patrício esteve a defender remates à vez, com Anthony Lopes e Beto, no exercício de finalização, enfrentando Ronaldo, André Silva, Guedes, Quaresma e companhia. No entanto, quando o grupo se mudou para a peladinha, o guardião titular da Seleção Nacional ficou apenas com Justino. Patrício fez todo o tipo de exercícios, trabalhou as reações, a movimentação e o jogo com os pés, enquanto os colegas tentavam impressionar Fernando Santos.

A concentração era tal que o internacional português não parou de treinar nem mesmo quando os jogadores foram ter com os adeptos para dar autógrafos e tirar fotografias. Só pouco depois disso é que Patrício acabou mesmo por recolher aos balneários na companhia de Justino, também por ter sido titular no derradeiro particular com a Argélia.

Anthony Lopes e Beto aproveitam espaço

Com Rui Patrício a ficar de fora do jogo-treino, coube a Anthony Lopes e Beto a tarefa de defender todas as tentativas dos restantes internacionais portugueses. As leis da lógica colocam, naturalmente, o guardião do Sporting na frente da corrida pela titularidade, mas Lopes e Beto deram excelente conta de si, ao fazerem inúmeras grandes defesas. Aliás, os cinco golos da peladinha acabaram por ser todos assinados com remates à boca da baliza, sem quaisquer hipóteses para os outros dois guarda-redes da Seleção Nacional. Diga-se que Anthony Lopes teve o direito de ser titular no particular com a Tunísia, enquanto Beto assumiu a responsabilidade frente à Bélgica e Rui Patrício foi o eleito no triunfo diante da Argélia.

Por Pedro Gonçalo Pinto
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