Proeza da Síria deixa Rui Almeida "muito feliz"

Parecia o final escrito num guião

• Foto: Getty Images

Parecia o final escrito num guião. A Síria defrontava o Irão e, aos 90’+3, marcou o golo do empate (2-2), ganhando o ponto que lhe permitiu alcançar o playoff de apuramento para o Mundial’2018. Um final emotivo e dramático, mas pela positiva, a alegrar um país que tem no futebol um alento para lidar com uma guerra que dura desde 2011 e onde já morreram milhares de pessoas.

Rui Almeida, técnico da seleção olímpica da Síria entre 2010 e 2012, vibrou à distância. "Qualquer treinador, quando sai de um clube ou seleção, fica sempre ligado. E eu tenho uma ligação afetiva com a Síria, fiquei muito feliz por eles. Troquei mensagens com alguns jogadores no final do jogo e senti que estavam eufóricos", revelou o treinador, de 47 anos, a Record. O português orientou vários jogadores da atual seleção da Síria. "Sete foram treinados por mim. Por exemplo, o autor do golo decisivo, o Omar Al-Somah, chegou à seleção olímpica com apenas 20 anos. Vinha com um pouco de excesso de peso e falámos sobre isso. É um rapaz humilde, fantástico, na altura já mostrava muita qualidade e foi, naturalmente, evoluindo. Aliás, o golo é construído pelos avançados, o Al-Somah e o Mardikian, que eu costumava utilizar nos sub-23. Quando vi o lance, pensei: ‘É inacreditável’", contou.

Poucos acreditavam, mas Rui Almeida sabe que os sírios não vão baixar os braços no playoff contra a Austrália. "Com as dificuldades que o país tem em recrutar jogadores, é uma surpresa enorme viver este momento. Mas o povo sírio tem um espírito de luta e sacrifício. Agora, a Austrália é favorita no playoff, mas a Síria nada tem a perder. O sonho está vivo", concluiu o técnico português.

Por David Novo
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