A crónica do Portugal-Luxemburgo, 5-0: exercício de gestão com apelos à magia

Aos 18 minutos a Seleção Nacional já vencia por 3-0. Mas só depois do intervalo despertou a inspiração

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• Foto: Filipe Farinha

Um jogo simplificado por entrada forte, para a qual o adversário contribuiu com erros comprometedores, que abriram caminho à goleada, valeu a Portugal uma noite tranquila, com vitória clara, confirmando uma superioridade que se sabia indiscutível. A Seleção Nacional, que aos 18 minutos já vencia por 3-0, evitou emoções fortes, porque cedo salvou o essencial do que estava em causa, e nunca sentiu necessidade de dar resposta às exigências estéticas em relação ao seu futebol. Em vez de se motivar e partir para exibição colorida, o instinto dos jogadores portugueses impeliu-os para uma atitude de controlo com bola e de equilíbrio global, que não deslumbrou, é verdade, mas também nunca abriu a porta aos luxemburgueses para pensarem sequer em se aproximarem de Rui Patrício – até ao intervalo, sem forçar, sem correr riscos desnecessários, apenas em gestão da vantagem, Portugal não permitiu um único remate à sua baliza. A equipa não entusiasmou as bancadas mas nunca lhes deu razões para se preocuparem.

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