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Bernardo Silva e o jogo com a Macedónia do Norte: «Claro que é possível eles criarem mossa»

Médio português fez a antevisão ao duelo de terça-feira (19h45) no Estádio do Dragão

• Foto: Lusa
Bernardo Silva esteve este domingo na sala de imprensa e falou sobre o jogo de Portugal com a Macedónia do Norte, da próxima terça-feira, onde a Seleção Nacional pode carimbar o passaporte para o Mundial deste ano. O encontro disputa-se no Dragão, às 19h45.

O que espera do jogo contra a Macedónia do Norte? Um jogo de paciência? "Não sabemos bem o que esperar. É uma equipa que poderá jogar pressionante ou com um bloco mais baixo. Já tivemos oportunidade de ver alguns momentos deles e nos próximos dias vamos trabalhar o plano para o jogo. Sabemos que são agressivos nos duelos, e não esperamos de todo um jogo fácil".

Macedónia ganhou à Itália com 2 ou 3 remates... isto torna o jogo imprevisível? Eles podem criar mossa? "Claro que é possível eles criarem mossa. Sabemos que se eles chegaram até aqui é porque aqui merecem estar, e tendo eles tido a capacidade de bater Alemanha e Itália, demonstra que são defensivamente fortes, mesmo com essas estatísticas. Sabemos que temos uma tarefa difícil pela frente mas vamos dar o nosso melhor para ultrapassar um adversário que sabemos que vai criar algumas dificuldades".

Moutinho disse ontem que nomes e estatísticas não ganham jogos. Há pressão para ganhar? "A responsabilidade de estarmos presentes no Mundial faz com que, independentemente do adversário, tenhamos esta pressão. A pressão existe nesse sentido e nós aceitamo-la, e seria a mesma contra a Itália, Macedónia ou qualquer outro. Sabemos que temos de estar no Qatar com estes jogadores".

Bernardo jogou mais recuado no último jogo. Sente-se mais confortável aí ou em terrenos mais adiantados? "É uma posição que conheço muito bem, é onde tenho jogado no Man. City nesta temporada. Sempre disse que estou disponível para jogar onde o mister achar que é melhor para a equipa, estou habituado às duas posições. Já joguei muito a extremo direito, médio ofensivo, mais a 8 a ajudar o número 6, e neste último jogo joguei um pouco mais perto do João [Moutinho]. Sinto-me bem, estou habituado e gosto muito de jogar ali".

Macedónia teve presença histórica no Europeu no último verão. A maior experiência de Portugal pode ser benéfica? "De certa forma sim. Claro que ter jogadores com experiência de jogos decisivos ajuda, mas o facto de eles não terem jogado tantos jogos desses também faz com que os níveis de motivação estejam mais altos. São 90 minutos, é só um jogo em que tudo pode acontecer, e temos a certeza que será muito difícil".

Que papel atribui aos adeptos para este jogo? Como sentiu o ambiente contra a Turquia? "É muito importante, completamente diferente jogar em casa ou fora. As pessoas sabem isso, e o apoio que sentimos já o tínhamos sentido quando ganhámos a Liga das Nações. Esperamos voltar a contar com o estádio cheio, com a força que nos deram no último jogo. Tem sido incrível".

O facto de conhecerem a faceta da Macedónia eliminar 'grandes' serve de alerta? Comparação à Turquia... "São duas seleções muito diferentes, Macedónia e Turquia. Macedónia nos últimos cinco jogos fora ganha quatro, dois deles frente a duas das melhores seleções do Mundo [Alemanha e Itália]. Vamos fazer o nosso trabalho de casa, ver qual é o plano do mister e tentar segui-lo da melhor forma, sabendo que as equipas são diferentes e vão pedir coisas diferentes".

Como é a preparação mental para uma equipa que vai jogar em casa, com adeptos, contra um adversário que chega com uma mentalidade que acredita conseguir tudo? "É uma preparação normal, com muita responsabilidade. É um jogo muito importante, decisivo, sabemos o que está em jogo, mas que temos de encarar as coisas de forma normal. Estamos habituados à pressão até nos clubes, se perdermos pontos aos fins de semana, etc. Descansar bem, comer bem, seguir o plano do treinador, ir para jogo com a mesma ideia e a remar todos para o mesmo lado. Seguramente assim as coisas vão correr bem".

O quão forte acha que Portugal é a nível ofensivo? "Vamos para o jogo sabendo que somos uma equipa que cria muitas ocasiões, mas também sabendo que precisamos de controlar os contra-ataques, e a melhor maneira de o fazer é com a segurança na circulação de bola. Sabemos que se não o fizermos, vamos permitir que eles criem ocasiões. Sabemos que vai ser um jogo difícil, contra uma equipa que se vai fechar. Não sei até que ponto vamos criar tantas oportunidades, mas vamos fazer o melhor possível para criar algumas e fazer tudo para vencer".
Por Record
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